quinta-feira, 8 de junho de 2017

Vídeo - A Magia do Grande Circo. O Musical

Nos dias 03 e 04 de dezembro de 2016, 70 bailarinos e quatro músicos levaram para o palco do Teatro Atheneu um espetáculo que narrou a história de um circo, do seu fim e de seu mais belo renascimento. A trupe de artistas cantou como a esperança, amizade, perdão e amor ao picadeiro fez com que uma terrível tragédia fosse superada. 

Um musical cheio de brilho e magia que encantou os corações dos mais velhos e dos mais novos. Além de ser uma concepção que remontou a cultura do circo tradicional, formado por famílias que amam viver/fazer circo: acrobatas, bailarinos, trapezistas, palhaços e malabaristas.


quinta-feira, 25 de maio de 2017

Vida de Bailarino: A rotina de Samuel Freire no Bolshoi


Foto: Arquivo Pessoal

Para amantes da dança, o Bolshoi é sinônimo de perfeição. A famosa Escola do Teatro Bolshoi no  Brasil, que fica na cidade de Joinville, em Santa Catarina, é a única Escola do Bolshoi fora da Rússia e anualmente seleciona novos talentos para ingressar o seu quadro de alunos.

Foi em busca do sonho em se tornar um profissional que o bailarino Samuel Freire, de 11 anos, mudou de cidade para estudar na tradicional escola de balé russa e a maior do mundo. O ex-aluno do Centro Cubos de Dança foi um dos 20 escolhidos na disputa em que haviam 52 candidatos por vaga e estudará  por oito anos na Escola Bolshoi.  Samuel participou das pré-seletivas e disputou a vaga com cerca de 2.600 jovens. O bailarino foi aprovado na última fase, onde as habilidades técnicas, artísticas, musicalidade, projeção cênica dos candidatos, além do desempenho intelectual, com aplicação de prova escrita (Português e Matemática) foram avaliadas.

Foto: Facebook Escola Bolshoi do Brasil

Há quatro meses em Joinville, Samuel fala que não sentiu dificuldades e que adaptação foi tranquila porque ele conseguiu se enturmar. O sergipano conta também que umas das coisas mais legais, até agora, são as visitas de pessoas famosas, como Zeca Camargo, na Escola Bolshoi.

Hoje, Samuel mantem uma rotina que preza a sua qualidade na dança, já que o ideal da escola brasileira é o mesmo da sede em Moscou, na Rússia: tornar seus alunos protagonistas da sociedade por meio da formação da dança. “Tenho aula de ginástica corporal, ginástica acrobática, DPH (danças populares históricas) e balé clássico. Além das aulas teóricas de iniciação a pesquisa da dança”, conta Samuel.
Foto: Facebook Escola Bolshoi do Brasil

As aulas no Bolshoi iniciam pela manhã e seguem até o meio dia. “Chego ao Bolshoi por volta das 7:10h, guardo meu material no armário, e pego somente o material da primeira aula do dia. Cada dia tem um horário diferente, uma sequência de aulas diferente. Geralmente entre uma aula e outra tenho intervalo das 9:30 as 9:45h. Ao final da última aula do dia é servido almoço a partir das 12h”, explica o bailarino.

A disciplina do bailarino não pode ficar restrita apenas às aulas de dança.  Após o período de aprendizado no Bolshoi, Samuel segue para a escola regular e a noite, ao chegar em casa, não perde o ritmo. “Chego e vou fazer as atividades da escola, estudar para alguma prova ou apresentação de trabalhos. E às 22h vou descansar para recomeçar meu dia”, fala Samuel.

Foto: Facebook Escola Bolshoi do Brasil

O maior sonho do jovem talento é dançar pelo mundo. Para isso, ele persistiu e, além da conquista da vaga na Escola Bolshoi, Samuel já ganhou duas medalhas no Concurso Ballace Kids 2016, em Salvador/ BA - primeiro lugar no solo masculino infanto/juvenil, e segundo lugar no pas de deux, em que dançou com a bailarina do Centro Cubos de Dança, Maria Eduarda Teixeira. 

Para incentivar outros bailarinos Samuel deixa uma mensagem. “Se esforcem, deem o seu melhor. Façam a seleção do Bolshoi. Não percam essa chance e acreditem nos seus sonhos”, aconselha o jovem.

Foto: Arquivo Pessoal



quinta-feira, 11 de maio de 2017

Dicas de higiene pessoal para bailarinos




Dança, como qualquer atividade atlética, envolve muita sujeira e suor. Acontece. Com todo o que agachamento, saltos e outros movimentos mais rápidos, nada mais natural do que sair da aula completamente encharcado. Com toda a correria da vida, principalmente os bailarinos adultos, nem sempre dá para prestar atenção em detalhes como o uso correto do desodorante, lavagem de farda, entre outras coisas. Para te ajudar, criamos estas quatro dicas para manter-se fresco durante a aula.


1. Usar desodorante.

O uso do desodorante deve ser feito logo após o banho. Nunca, nunca, coloque desodorante em um corpo já sujo. Isso seria como colocar flores em cima de sua lata de lixo esperando que ele cheire como um prado de primavera. Você não pode mascarar odores ofensivos com fragrâncias. Encontre um antitranspirante que funcione bem com sua química corporal única. Às vezes, encontrar o que funciona melhor para você é uma questão de tentativa e erro. Outra dica simples é a aplicação do desodorante. Ele é projetado para ser colocado quando suas axilas ainda estão úmidas de lavagem. O antitranspirante funciona melhor quando é aplicado na pele levemente molhada. Ele deve ser colocado no momento em que você sair do chuveiro, antes de passar a toalha seca. Estranho mas é verdade. Tente!
E em relação a tipos de desodorante, descobrimos que o melhor produto a ser utilizado é um qualquer na forma sólida, em vez de spray aerossol. 
 2. Cuidado feminino.
Senhoras, não entrem em pânico! Não há problema algum em dançar durante o seu período menstrual. Existem muitos produtos discretos para acomodar suas necessidades.   Se você está preocupada com odor, considere o uso de absorvente íntimo ou coletor. Mas se a sua preocupação é com vazamento, use um produto com maior absorção e adicione uma camada extra, como uma saia ou short, para fixar melhor o absorvente nas suas roupas de dança. Para ficar mais segura, sempre tenha um estoque de produtos de cuidados femininos em sua bolsa de dança.
3. Manutenção do fardamento após cada aula.
Sempre lave suas roupas de dança depois de cada aula. Suor e pele morta podem incorporar no tecido e criar bactérias. O mesmo vale para seus sapatos de dança. Se você dança neles três vezes ou mais por semana, e assim que acaba a aula, retira o sapato e aquele mau cheiro se espalha pelo ambiente... Prepare sachês com bicarbonato de sódio ou jogue pó antisséptico ou sal fino de cozinha, coloque nos sapatos imediatamente e coloque-os para arejar na sombra por 6 horas.  Essas substâncias tem a função de absorver a umidade, minimizando o mau cheiro. Depois retire o sachê ou as substâncias e guarde o calçado. Ele estará pronto para ser usado novamente e sem chulé! Outra opção é o velho e bom jornal. Ele funciona como um filtro de carbono ativado e absorve todo o tipo de umidade. Coloque algumas folhas dentro dos sapatos e deixe lá durante toda a noite.

(Obs.: Não coloque o bicarbonato de sódio diretamente nos calçados. O contato da substância a pele pode ser nocivo)
4. Evitar o perfume / colônia.
Por mais que esse seja um hábito apreciado, usar perfumes fortes na aula não é legal. Pense nisso: se todos os alunos usarem perfume ou água de colônia para ir a aula, você pode imaginar os aromas conflitantes rodopiando em um local já abafado? Isso criará um ambiente sufocante, podendo induzir até dores de cabeça e náuseas. Portanto, fique apenas com o sabão, água, desodorante. Feito.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Mais uma edição do projeto "Aulas Abertas"

O Centro Cubos celebrou o Dia Internacional da Dança da melhor maneira: dançando. Em mais uma edição do projeto “Aulas Abertas”, estudantes e profissionais da dança participaram no dia 29 de abril das oficinas gratuitas de Balé Clássico Infantil, Adulto e Intermediário, Jazz Dance, Técnica de Ponta, Dança Contemporânea, Video Dance, Preparação Física para o Balé e Dança do Ventre.

Desde 1982, milhares de dançarinos de todo o mundo celebram, em 29 de abril, o Dia Internacional da Dança. Instituído pelo Comitê Internacional da Dança, vinculado à Unesco, essa data tem por base o dia de nascimento de um dos um dos grandes nomes mundiais da dança, Jean-Georges Noverre. E o Centro Cubos de Dança criou esse projeto para proporcionar maior visibilidade a essa expressão artística, mostrando que a dança é uma linguagem universal e de acesso ao público em geral.
Confira alguns momentos dessa manhã especial.


































quarta-feira, 26 de abril de 2017

Vida de Bailarino: A rotina de Fernando Mendonça no Rio de Janeiro


Na ponta dos pés um talento nato. Uma história de conquista do jovem Fernando Mendonça, de 17 anos. O ex-aluno do Centro Cubos de Dança foi selecionado ano passado para integrar o quadro de alunos da Escola de Dança Petite Danse, no Rio de Janeiro.

Na primeira etapa da disputa, Fernando passou por uma seleção por vídeo. Após ser aprovado, o jovem foi até a capital fluminense para fazer avaliações específicas como técnica, musicalidade e ritmo. E foi aprovado em todas.


Hoje, Fernando tem uma rotina que possui responsabilidades e deveres. O despertador toca às 6h30 da manhã, e ele segue para a Petite Danse. “Como sou aluno bolsista, assumi uma responsabilidade com a direção da escola. A minha forma de contribuição, foi ceder um pouco de meu tempo para assumir o portão da Petite”, informa Fernando.

A maratona de aulas e treinamentos começam à tarde. São dois turnos de muita dança da extensa grade curricular da Escola. Fernando faz aulas de Balé Clássico, Jazz e Dança Contemporânea. “A primeira aula é de Balé que começa às 15h e termina às 17h. Logo em seguida, começam os ensaios da Companhia que duram até as 18h30. Depois, tenho mais uma aula de Balé até às 20h. Após 30 minutos de descanso, o Jazz começa às 20h30 e vai até às 22h”, conta o bailarino.


Para Fernando, o início foi um pouco difícil. “O método da Petite é totalmente diferente do que eu estava acostumado a executar. Mas tudo está sendo trabalhado e com foco, aos poucos, as coisas vão dando certo”, fala o bailarino. E esse resultado já está aparecendo. O jovem conta que logo após a primeira aula, foi convidado para ingressar na Cia. Jovem da Petite Danse, integrando o Corpo de Baile da Escola.

O sonho de Fernando é conseguir um lugar numa grande companhia e ser o primeiro bailarino. Para isso, ele sabe da importância da dedicação ao trabalho e que os resultados chegam. Para encorajar outros alunos do Centro Cubos de Dança a abraçarem novos desafios, Fernando deixa uma mensagem. “Trabalhem com a alma. Dance, insista, persista mas não desista, porque todo esforço é visto. Nunca deixem as oportunidades passarem. Nunca desista de seus sonhos”, pontua Fernando.


Fotos: Acervo Pessoal 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Mês da Dança - Oficinas de coque e beleza

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Dança, 29 de abril, o Centro Cubos de Dança desenvolve uma programação especial, envolvendo diversas atividades ligadas a dança. Na ultima semana, os alunos aprenderam como fazer um coque para aula e como cuidar da corpo.

A primeira oficina foi de como fazer coques com a bailarina Mayana Francisco. Para muitos pode parecer uma tarefa fácil, mas muitas bailarinas não conseguem fazer, ou demoram para aprender e acabam fazendo coques inviáveis para aula.

Inviáveis porque? O coque deve estar firme, bem preso e não atrapalhar a bailarina durante os exercícios. Coques mal feitos caem durante a aula, ou balançam, ou ficam com alguns "cabelinhos" caindo no rosto, ou nas costas, atrapalhando o desempenho.

Existem muitas maneiras de fazer bons coques. E nessa oficina, a bailarina Mayana ensinou alguns truques de como manter o coque por toda a aula.







 
 Já na segunda oficina, as alunas puderam ter um momento de relaxamento e aprenderam algumas dicas de beleza. Pois não só as bailarinas dançam na ponta dos pés por horas a fio, mas elas também conseguem manter uma aparência graciosa e equilibrada ao desenvolverem uma rotina de beleza disciplinada.





quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Como melhorar a performance




O período de férias é bom para refletir como você quer melhorar sua performance. Um de nossos objetivos é fornecer conselhos sólidos que você coloque em prática. Por isso, fizemos uma lista com alguns conselhos para dançarinos terem um bom desempenho na sala de aula e, consequentemente, no palco, que divulgaremos semanalmente. Aproveite as dicas do texto e boa reflexão.


Alimente seu corpo com sabedoria

O que você coloca em seu corpo afeta diretamente seu desempenho e recuperação. Isto deve ser óbvio, mas nesse período de férias, muitos bailarinos não praticaram nenhuma atividade física e se empanturraram com “junk food”. O corpo de um dançarino é como um carro - quando você o mantém bem e "alimenta-o" com gasolina e óleo adequados, ele corre eficientemente e pode percorrer um longo curso. E, claro, o oposto também é verdade. Há uma grande quantidade de informações nutricionais lá fora, por isso fique atento com modismos e saiba que o que funciona para algumas pessoas pode não funcionar para você.

Parte de conhecer o seu corpo é prestar atenção a quão bem ele funciona com certos alimentos e bebidas, e o quanto de água e eletrólitos você precisa para manter seus músculos hidratados. À medida que você aprende mais sobre nutrição, considere sempre a fonte! Quando você tem que fazer um trabalho para a escola, seu professor espera que você use especialistas confiáveis como fontes. A melhor forma de tomar conselhos sobre hábitos alimentares é com um nutricionista e não em um blog aleatório, um anúncio no Facebook, ou mesmo com o seu melhor amigo. Afinal, sua prioridade deve ser a saúde. Nunca deixe ninguém convencê-lo a fazer coisas prejudiciais ao seu corpo.

Não esqueça do equilíbrio

Bailarinos são notoriamente obsessivos. Sabemos que é preciso uma quantidade extraordinária de dedicação e determinação para prosperar na dança. Longas horas no estúdio, suor e trabalho duro fazem parte do processo. Mas lembre-se que nosso corpo também precisa descansar para se recuperar.  

Nossa mente precisa de outros tipos de estímulos para contrastar com a coreografia correndo em nossas cabeças. Nosso emocional precisa de experiências de vida fora do estúdio para alimentar nossas almas. Tempo longe do estúdio e de tudo que envolve dança é bom para moldar nossas vozes como seres humanos e, finalmente, nos faz melhores artistas.

Por fim, não esqueça de se divertir!

Dançarinos podem ficar tão apegados em seus dramas, competições e trabalho duro que é fácil perder de vista todo o encantamento de quando você começou a dançar. Cada bailarino tem um lugar dentro de si que se conecta à dança de uma forma única e pessoal. Pode ser tão simples quanto sentir-se bem, e tão esotérico quanto sentir-se ao lado de algo divino ou místico. Mas qualquer que seja a sua razão, tente não deixar que todas as outras "coisas" fiquem no caminho dessa conexão. Dançar sempre será uma parte de sua vida e molda quem você é fora dos palcos, seja um estudante, um dançarino profissional ou um trabalhador de outra área que apenas gosta de dançar.