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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O que bailarinos profissionais fazem em suas férias?




Marcelo Gomes no Teatro Amazonas

Quando a cortina se fecha e a temporada termina, os  bailarinos profissionais viram meros mortais e procuram algo para relaxar e descontrair. Geralmente, em uma temporada, membros do corpo de baile se apresentam cerca de 134 vezes. Quando tiram férias, eles relaxam e reabastecem os níveis de energia. Como os dançarinos passam as suas férias, dependem de suas opções de trabalho e do repertório previsto para a próxima temporada. No entanto, também é uma escolha pessoal. Algumas pessoas vão para praias ensolaradas, fazem workshops ou se apresentam nas cidades onde nasceram, enquanto outros visitam entes queridos ou até mesmo se casam.

Marcelo Gomes durante apresentação no Teatro Amazonas


O brasileiro Marcelo Gomes, primeiro bailarino do American Ballet Theatre (ABT), aproveitou uma das merecidas pausas para fazer uma participação especial em uma festa de gala no Teatro Amazonas. “A gala foi na minha cidade Manaus, no Amazonas. Fechamos o segundo festival de dança naquela cidade dançando Tchaikovsky Pas de Deux por George Balanchine e um trecho de C. de C. (close to Chuck) por Jorma Elo. É sempre um prazer e é muito emocionante dançar em casa, sendo muito mais que uma performance memorável e momento único da minha vida”.


Nathalie Harrison em apresentação

 A bailarina do The Royal Ballet, Nathalie Harrison, já traça os planos antes das férias chegarem. A vantagem de morar no mesmo país que trabalha, permite que ela não passe horas em aeroportos e aproveite mais aqueles que ama.

"Como uma moradora local [Londres], eu sou abençoada com a família e amigos próximos. No entanto, como o nosso calendário não é o mais sociável, tenho que ter algum tempo para eles", diz Nathalie. "Tenho família no oeste do país, por isso estou ansioso para passeios na praia, sorvetes na chuva e muita beleza rural antes de voltar para a selva de concreto. Eu também estou indo para o Chipre para o pôr do sol e bom tempo, além de nadar e alongar para relaxar e manter meu corpo em forma ", explica.

Emily Slawski de volta a sua cidade natal

Já a bailarina do Royal Swedish Ballet, Emily Slawski, passa suas férias dando aulas em um estúdio de dança na sua cidade natal. Além de ensinar os alunos como um dançarino profissional trabalha o corpo, ela também compartilha aquilo que aprendeu ao longo da carreira.

"Eu só estou tentando dar todas as informações sobre o que eu aprendi nestes quatro anos", disse Slawski. "Eu dou dicas sobre o que poderia ajudá-los, porque eu não tinha isso quando era mais jovem e fico feliz que eu posso fazer isso aqui".

Caroline Duprot durante a cerimônia de casamento

E para deixar as férias ainda mais especiais, há quem decide casar durante o período de pausa. Uma das integrantes do corpo de baile do American Ballet Theatre (ABT), a bailarina Caroline Duprot, realizou o tão sonhado casamento numa noite de verão. 

"O nosso casamento foi em uma noite de verão bonito em Saint-Jean-Cap-Ferrat, no sul da França. O local escolhido foi Villa Ephrussi que é à beira-mar. Foi uma noite cheia de alegria e emoção. Celebramos ao lado dos nossos amigos e parentes mais próximos. Tudo foi perfeito e mágico. Uma noite inesquecível", relembra Caroline.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Casais dentro e fora dos palcos

 
Os bailarinos Maria Korowski e Martin Harvey se conheceram graças ao balé 

Toda a magia dos palcos e o cotidiano das maiores companhias de dança acabam unindo aqueles que passam a maior parte do dia no ambiente de trabalho. Então, os interesses surgem, transformando colegas em companheiros amorosos, deixando o expediente mais romântico.

 Confira alguns bailarinos que hoje são casados.
 
Roberta Marquez (Royal Ballet) e  Arionel Vargas (English National Ballet de Londres)
 

Alina Cojocaru (English National Ballet) e Johan Kobborg (Royal Ballet)

Ethan Stiefel e Gillian Murphy (American Ballet Theater)




 Marianela Nuñez e Thiago Soares (Royal Ballet)



Maria Korowski (New York Ballet) e Martin Harvey (Royal Ballet)



 Megan Fairchild e  Andrew Veyette (New York City Ballet)



Sascha Radetsky e a Stella Abrera (American Ballet Theater)

 



sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Grandes Histórias: Marcelo Gomes



Foto: Reprodução/Wikipedia
 
Foi com determinação, talento e coragem que o bailarino Marcelo Gomes conquistou um dos mais altos postos na dança clássica. O amazonense se apaixonou pela dança aos cinco anos de idade, quando acompanhava a sua irmã nas aulas de balé clássico. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, foi matriculado na escola de Helena Lobato e Dalal Achcar.
Em 1993, participou do Festival de Dança de Joinville e ganhou o Prêmio Revelação daquela edição. A partir daí, seu treinamento na dança foi intensificado ao estudar no Harid Conservatory em Boca Raton, Flórida, assim como nas escolas do Boston Ballet, Houston Ballet e Ballet Nacional de Cuba, onde estudou com Alicia Alonso.

Foto: Reprodução/ Dance Films
 

Nos anos seguintes, foi premiado em segundo lugar na National Society of Arts e Letters  e foi o ganhador do Prêmio Hope em Lausanne em 1996, onde pôde passar um ano na escola do Paris Opera Ballet.
Todo o seu potencial foi percebido pela direção do American Ballet Theatre e em 1997 Marcelo foi convidado para integrar ao corpo de baile da instituição. Lá, rapidamente conquistou a promoção para ser solista e, consequentemente, primeiro bailarino, posto que ocupa até hoje.

Foto: Reprodução/ Blog A magia do ballet
 
Aclamado internacionalmente, Marcelo é requisitado para se apresentar em vários festivais de dança, incluindo o World Festival Ballet no Japão, além de ser o artista convidado das principais companhias do mundo como o Kirov Ballet, o Ballet Nacional da Holanda, o Balé Nacional do Canadá, o Houston Ballet, o Teatro Colón de Buenos Aires, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro e o New York City Ballet.

Foto: Reprodução/ Estadão

Por possuir uma grande técnica, o bailarino participa de praticamente todos os espetáculos completos de balé clássico do American Ballet Theatre. Marcelo representou os principais papéis nas obras de George Balanchine, Mikhail Fokine, Antony Tudor, John Cranko e Martha Graham, além de criar e trabalhar com Twla Tharp, William Forsythe, Paul Taylor e Christopher Wheeldon. Com isso, sua performance é reverenciada pelos especialistas da área em New York.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bailarinos brasileiros encantam o mundo


Thiago Soares e Roberta Marquez são bailarinos principais no Royal ballet.
Foto: Reprodução/ Flickr
 No país onde o futebol exporta craques, o balé mostra a sua força e também manda talentos para outros países. O Brasil ainda não valoriza a dança e por isso muitos artistas chamam a atenção das grandes companhias internacionais. Para a nossa felicidade, essa lista aumenta a cada ano e esses bailarinos mostram que os brasileiros possuem uma grande técnica. O resultado de todo o trabalho é que muitos deles se tornaram solistas e primeiros bailarinos (papéis de destaque) dessas instituições.  Confira quais são os nomes que estão encantando plateias ao redor do mundo.
 
Alysson Rocha – Cia Dortmund (Alemanha)
Anadélia Giscafree – Cia de Bailados de Lisboa

Andrei Chagas- Corpo de baile do Miami City Ballet
Bruno Rocha – Corpo de baile do Ballet Nacional Holandês

Carla Korbes – Primeira Bailarina do Pacific Northwest Ballet

Carla Korbes é primeira bailarina no Pacific Northwest Ballet
Foto: Reprodução/ Oberon
 
Daniel Deivison – Solista do San Francisco Ballet

Fernanda Oliveira – Primeira bailarina do Ballet Nacional Inglês
Flávio Mesquita – Cia Salzburg Ballet (Áustria)

Guilherme Menezes- Corpo de baile do Ballet Nacional Inglês
Helio Henrique – Boston Ballet

Henrick Moreira - Cia Salzburg Ballet (Áustria)
Irlan Silva - Corpo de baile do Boston Ballet

Isabella Gasparini – Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)
Isadora Loyola – Corpo de baile do American Ballet Theatre

Jonathan Batista – Corpo de baile do Boston Ballet
Jovani Furlan – Corpo de baile do Miami City Ballet

Mayara Magri faz parte do corpo de baile do Royal Ballet
Foto: Reprodução/ Rebloggy
 
Kleber Rebello – Diretor do Miami City Ballet
Leticia Stock- Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Luciana Voltolinni – Corpo de baile do American Ballet Theatre
Marcelino Sambé- Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Marcello Gomes – Primeiro Bailarino do American Ballet Theatre
Mariani Viana – Cia Ballet Nice Méditerranée

Mayara Magri – Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Nathalia Arja – Corpo de baile do Miami City Ballet

Pietra Mello Pitman – Primeira Artista do Royal Ballet (Londres)
Renan Cerdeiro – Principal do Miami City Ballet

Renan Cerdeiro é bailarino principal do Miami City Ballet
Foto: Reprodução/ Miami City Ballet
 
Renato Penteado – Diretor do Miami City Ballet
Ricardo Santos - Corpo de baile do Boston Ballet

Roberta Marquez – Primeira Bailarina do Royal Ballet (Londres)
Thamires Chuvas – Aprendiz do San Francisco Ballet

Thiago Soares- Primeiro Bailarino do Royal Ballet (Londres)
Vitor Luiz – Primeiro Bailarino do San Francisco Ballet

Vítor Menezes – Corpo de baile do Ballet Nacional Inglês

Vítor Luiz é primeiro bailarino do San Francisco Ballet
Foto: Reprodução/ Miami Review
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Grandes Histórias: American Ballet Theatre


 
O American Ballet Theatre é reconhecido como uma das grandes companhias de dança do mundo. Fundada em 1937 sob o nome "Mordkin Ballet", o seu diretor, o bailarino russo Mikhail Mordkin criou uma companhia com os melhores alunos da sua escola de balé em Nova York. Após dois anos de apresentações, o agente de Hollywood, Richard Pleasant, teve a ideia de transformar o Mordkin em um grande núcleo.
Em 1940, a companhia foi reorganizada e a primeira mudança foi o nome. Passando a se chamar Ballet Theatre, o grupo teve a ajuda da bailarina e atriz, Lucia Chase, na realização da primeira temporada que durou quatro semanas. Em 1956 tornou-se o American Ballet Theatre, mantendo esse nome desde então.



Com o objetivo de reproduzir os melhores repertórios de balés, a companhia já montou o Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Giselle, Apollo , O Quebra Nozes, O Corsário, Cinderela, Sylvia,  Les Sylphides, Jardin aux Lilas, Rodeo, entre outros. Além de manter a tradição clássica, o ABT incentivava a criação de novas obras, e com isso coreógrafos famosos fizeram parte da história da companhia, como George Balanchine , Adolph Bolm , Michel Fokine , Massine Leoni e Bronislava.
 
Em 1980, Mikhail Baryshnikov se tornou diretor artístico do American Ballet Theatre, sucedendo Lucia Chase e Oliver Smith. Sob sua liderança, numerosos ballets clássicos foram encenados, dando um fortalecimento a companhia.

 
Alguns bailarinos se tornaram famosos graças ao rigoroso treinamento clássico do ABT, como , Alicia Alonso, Fernando Bujones e Alexander Godunov, entre outros. O brasileiro Marcelo Gomes faz parte do time de estrelas do ABT desde 1997 e hoje é o primeiro bailarino.
O American Ballet Theatre pode ser visto  no Metropolitan Opera House, situado no Lincoln Center. Além da temporada em Nova York, o ABT faz turnês anuais pelos Estados Unidos, quando chega a ser vista por cerca de 600 mil pessoas e também se apresenta internacionalmente. A companhia já foi aplaudida em mais de 40 países.