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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Vida de Bailarino: A rotina de Fernando Mendonça no Rio de Janeiro


Na ponta dos pés um talento nato. Uma história de conquista do jovem Fernando Mendonça, de 17 anos. O ex-aluno do Centro Cubos de Dança foi selecionado ano passado para integrar o quadro de alunos da Escola de Dança Petite Danse, no Rio de Janeiro.

Na primeira etapa da disputa, Fernando passou por uma seleção por vídeo. Após ser aprovado, o jovem foi até a capital fluminense para fazer avaliações específicas como técnica, musicalidade e ritmo. E foi aprovado em todas.


Hoje, Fernando tem uma rotina que possui responsabilidades e deveres. O despertador toca às 6h30 da manhã, e ele segue para a Petite Danse. “Como sou aluno bolsista, assumi uma responsabilidade com a direção da escola. A minha forma de contribuição, foi ceder um pouco de meu tempo para assumir o portão da Petite”, informa Fernando.

A maratona de aulas e treinamentos começam à tarde. São dois turnos de muita dança da extensa grade curricular da Escola. Fernando faz aulas de Balé Clássico, Jazz e Dança Contemporânea. “A primeira aula é de Balé que começa às 15h e termina às 17h. Logo em seguida, começam os ensaios da Companhia que duram até as 18h30. Depois, tenho mais uma aula de Balé até às 20h. Após 30 minutos de descanso, o Jazz começa às 20h30 e vai até às 22h”, conta o bailarino.


Para Fernando, o início foi um pouco difícil. “O método da Petite é totalmente diferente do que eu estava acostumado a executar. Mas tudo está sendo trabalhado e com foco, aos poucos, as coisas vão dando certo”, fala o bailarino. E esse resultado já está aparecendo. O jovem conta que logo após a primeira aula, foi convidado para ingressar na Cia. Jovem da Petite Danse, integrando o Corpo de Baile da Escola.

O sonho de Fernando é conseguir um lugar numa grande companhia e ser o primeiro bailarino. Para isso, ele sabe da importância da dedicação ao trabalho e que os resultados chegam. Para encorajar outros alunos do Centro Cubos de Dança a abraçarem novos desafios, Fernando deixa uma mensagem. “Trabalhem com a alma. Dance, insista, persista mas não desista, porque todo esforço é visto. Nunca deixem as oportunidades passarem. Nunca desista de seus sonhos”, pontua Fernando.


Fotos: Acervo Pessoal 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

O que bailarinos profissionais fazem em suas férias?




Marcelo Gomes no Teatro Amazonas

Quando a cortina se fecha e a temporada termina, os  bailarinos profissionais viram meros mortais e procuram algo para relaxar e descontrair. Geralmente, em uma temporada, membros do corpo de baile se apresentam cerca de 134 vezes. Quando tiram férias, eles relaxam e reabastecem os níveis de energia. Como os dançarinos passam as suas férias, dependem de suas opções de trabalho e do repertório previsto para a próxima temporada. No entanto, também é uma escolha pessoal. Algumas pessoas vão para praias ensolaradas, fazem workshops ou se apresentam nas cidades onde nasceram, enquanto outros visitam entes queridos ou até mesmo se casam.

Marcelo Gomes durante apresentação no Teatro Amazonas


O brasileiro Marcelo Gomes, primeiro bailarino do American Ballet Theatre (ABT), aproveitou uma das merecidas pausas para fazer uma participação especial em uma festa de gala no Teatro Amazonas. “A gala foi na minha cidade Manaus, no Amazonas. Fechamos o segundo festival de dança naquela cidade dançando Tchaikovsky Pas de Deux por George Balanchine e um trecho de C. de C. (close to Chuck) por Jorma Elo. É sempre um prazer e é muito emocionante dançar em casa, sendo muito mais que uma performance memorável e momento único da minha vida”.


Nathalie Harrison em apresentação

 A bailarina do The Royal Ballet, Nathalie Harrison, já traça os planos antes das férias chegarem. A vantagem de morar no mesmo país que trabalha, permite que ela não passe horas em aeroportos e aproveite mais aqueles que ama.

"Como uma moradora local [Londres], eu sou abençoada com a família e amigos próximos. No entanto, como o nosso calendário não é o mais sociável, tenho que ter algum tempo para eles", diz Nathalie. "Tenho família no oeste do país, por isso estou ansioso para passeios na praia, sorvetes na chuva e muita beleza rural antes de voltar para a selva de concreto. Eu também estou indo para o Chipre para o pôr do sol e bom tempo, além de nadar e alongar para relaxar e manter meu corpo em forma ", explica.

Emily Slawski de volta a sua cidade natal

Já a bailarina do Royal Swedish Ballet, Emily Slawski, passa suas férias dando aulas em um estúdio de dança na sua cidade natal. Além de ensinar os alunos como um dançarino profissional trabalha o corpo, ela também compartilha aquilo que aprendeu ao longo da carreira.

"Eu só estou tentando dar todas as informações sobre o que eu aprendi nestes quatro anos", disse Slawski. "Eu dou dicas sobre o que poderia ajudá-los, porque eu não tinha isso quando era mais jovem e fico feliz que eu posso fazer isso aqui".

Caroline Duprot durante a cerimônia de casamento

E para deixar as férias ainda mais especiais, há quem decide casar durante o período de pausa. Uma das integrantes do corpo de baile do American Ballet Theatre (ABT), a bailarina Caroline Duprot, realizou o tão sonhado casamento numa noite de verão. 

"O nosso casamento foi em uma noite de verão bonito em Saint-Jean-Cap-Ferrat, no sul da França. O local escolhido foi Villa Ephrussi que é à beira-mar. Foi uma noite cheia de alegria e emoção. Celebramos ao lado dos nossos amigos e parentes mais próximos. Tudo foi perfeito e mágico. Uma noite inesquecível", relembra Caroline.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O Quebra-Nozes / Sergipe



O sonho de um aluno de dança clássica é participar de um balé de repertório. E alguns bailarinos do Centro Cubos de Dança realizarão esse desejo. Eles participarão da montagem do O Quebra-Nozes – Aracaju/Sergipe. Contemplado pelo “Prêmio César Macieira de Incentivo às Artes Cênicas 2014”, o projeto escolheu, em Outubro de 2015, 40 bailarinos entre 10 e 30 anos para diversos personagens. Nossos alunos selecionados conseguiram papéis como solistas e no corpo de baile.
A montagem foi dirigida pela Profª.Me. Klely Perelo TCP/ARAD (Professora Registrada na Royal Academy of Dance London), com assistência do Profº Esp. Rodolpho Sandes.

As apresentações serão no teatro Tobias Barreto nos dias 29 e 30 de Janeiro, às 20h e no dia 31 de Janeiro, às 18h. Os ingressos já estão a venda na bilheteria do teatro e custam R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia).

O espetáculo

“O Quebra-Nozes”, do compositor Russo Piotr Ilych Tchaikovsky, Libreto de Marius Petipa baseado na obra de E. T. A Hoffman e coreografias originais de Lev Ivanov é um clássico do ballet mundial. Diversas companhias ao redor do mundo mantêm em seu repertório a montagem deste ballet, sempre preservando características do ballet original e adicionando elementos que valorizam a identidade de cada local, desta forma contribuindo para a aproximação imediata do público com a obra.


*Com informações do blog: oquebranozessergipe.blogspot.com.br

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Grandes Histórias: Ballet Nacional do Canadá

Foto: Reprodução / Vacay


Fundada em 1951, o Ballet Nacional do Canadá é uma companhia que, historicamente, passou por diversos ajustes, mas mesmo assim conseguiu se manter como referência para a dança clássica e contemporânea. A sua fundadora, Celia Franca, ficou a frente da companhia por 23 anos e deixou uma marca com suas raízes no classicismo do balé, mas com um compromisso de abraçar a evolução contemporânea.

Rudolf Nureyev e Karen Kain, durante apresentação em 1973
Foto: Reprodução /Canadian Music Hall


Ao longo dos primeiros anos, a companhia teve oscilações financeiras. Tudo começou com cerca de 30 bailarinos e cresceu no final de 1980 para mais de 70, mas em 1996, devido a falta de recursos, o grupo foi reduzido para menos de 50 integrantes.

A temporada do Ballet Nacional do Canadá ainda é definida por grandes produções clássicas que são muito populares no país,  como Giselle , La Fille Mal gardée , Coppélia , O Lago dos Cisnes , A Bela Adormecida , Don Quixote e O Quebra-Nozes. Além disso também apresenta obras originais dos coreógrafos Michel Fokine, George Balanchine, Frederick Ashton, Antony Tudor, Jerome Robbins, John Cranko, Kenneth MacMillan, William Forsythe, John Neumeier e Glen Tetley.

A atual diretora artística da companhia, Karen Kain
Foto: Reprodução / The Star

Além de Franca, grandes nomes da dança desempenharam um papel significativo no desenvolvimento da companhia. Rudolf Nureyev, que pela primeira vez dançou com a BNC em 1965, retornou em 1972 para encenar sua versão de A Bela Adormecida e é amplamente creditado por ter elevado os padrões de desempenho do grupo, além de promover as carreiras de bailarinos como Karen Kain , Frank Augustyn e Veronica Tennant , e reforçar o prestígio internacional da companhia. Alexander Grant (diretor artístico de 1976-1983) ampliou a temporada de apresentações, desenvolveu muitos dançarinos jovens, deu oportunidades para coreógrafos canadenses, e enriqueceu significativamente o repertório com as obras de seu mentor Frederick Ashton e outros coreógrafos de renome. Atualmente, quem está a frente da companhia é a bailarina Karen Kain.

Em 2006, o sonho de ter uma sede própria em Toronto foi finalmente realizado com a implementação do Four Seasons Centre for the Performing Arts . É o lar permanente do BNC e a sua abertura foi com a encenação da versão de Nureyev para A Bela Adormecida. E desde então, o Ballet Nacional do Canadá continua sendo a maior e mais influente companhia de dança do Canadá.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia Mundial do Balé


 
Para celebrar a dança, foi criado o Dia Mundial do Balé, em 1º de outubro. A primeira edição desse evento contará com a participação de cinco grandes companhias: The Australian Ballet , o Ballet Bolshoi , The Royal Ballet , o Ballet Nacional do Canadá e o San Francisco Ballet.  Os alunos e admiradores da dança em todo o mundo terão acesso aos ensaios, entrevistas e aulas.  

Além de conhecer aos bastidores, os espectadores também podem participar de fóruns, e suas perguntas serão respondidas ao vivo. O bailarino também terá a chance de fazer parte de um curta-metragem, ao enviar um vídeo fazendo uma pirueta.
                                                 Trailer:


A transmissão começou na Austrália na terça-feira, 30 de setembro, às 23h (horário de Brasília) e viaja ao redor do mundo terminando com SF Ballet, nesta quarta-feira, 1 de outubro, às 15h. Todas as atividades podem ser acompanhadas em tempo real, através do Youtube e dos sites de cada companhia. Mais informações sobre o evento, incluindo a programação completa, já com o fuso horário ajustado, podem ser encontradas abaixo.

 
AUSTRALIAN BALLET  - 30 de Setembro às 23h.
BOLSHOI BALLET - 1º de Outubro às 3h.
ROYAL BALLET - 1º de Outubro às 7h.
BALLET NACIONAL DO CANADÁ - 1º de Outubro às 11h.
SAN FRANCISCO BALLET - 1º de Outubro às 15h. 

Link Ao Vivo do Canal do Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=dsLCbeXaztg

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Grandes Histórias: Ballet West


Foto: Reprodução / Best View

Criado em 1963, o Ballet West nasceu do desejo do diretor artístico Willam F. Christensen em aprimorar a dança na região de Salt Lake City, nos Estados Unidos.  Pioneiro no século 20, Christensen aliou a sua formação clássica adquirida em Utah e Nova York, desenvolveu um repertório tipicamente americano e teatral para a companhia.  Ele também construiu uma forte ligação com as obras de George Balanchine.

Foto: Reprodução / Ballet West

Em 1978, Christensen se aposenta e quem se torna o novo diretor é o bailarino Bruce Marks. Sob a direção de Marks, a empresa apresentou sua primeira produção completa de um balé de repertório:  O Lago dos Cisnes. Com isso, o Ballet West ganhou uma reputação para o desenvolvimento de coreógrafos emergentes da época. Foi também nesse período que Maks fez história ao produzir o primeiro longa-metragem “Abdallah”, do aclamado coreográfo dinamarquês do século 19, August Bournonville. Depois, outros diretores como John Hart e Jonas Kåge, transformaram a companhia em referência internacional e expandiram o seu repertório.

Foto: Reprodução / Sltrib
 
Desde 2007, o Ballet West é dirigido pelo bailarino Adam Sklute. Além de ampliar o repertório da companhia com as obras dos mais renomados coreógrafos da atualidade como Ulysses Dove, Jiri Kylian, Mark Morris, Twyla Tharp, e Stanton Welch, Sklute também preservou a raiz clássica dos grandes balés russos de início do século 20.
Atualmente, possui 40 integrantes, 10 membros da companhia júnior e uma escola de balé que treina bailarinos de todas as idades, muitos dos quais, ao se formarem, integram a companhia profissional do Ballet West e de outras instituições ao redor do mundo.

Foto: Reprodução / CW

O Ballet West está entre as principais companhias de balé profissional na América e se tornou conhecida mundialmente através da série “Breaking Pointe”. O programa mostrava a rotina dos bailarinos fora da companhia, os ensaios, a angariação de recursos para montar repertórios, como é feita a seleção dos integrantes para os papéis, entre outras curiosidades.
 
 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Grandes Histórias: David Parsons Dance Company


Foto: Reprodução / Parsons Dance
 
Considerada um dos expoentes do cenário da dança contemporânea, a companhia norte-americana David Parsons Dance Company já se apresentou em mais de 235 cidades, 30 países e cinco continentes. Milhões de pessoas puderam ver coreografias inovadoras com muita luz, cor,  movimento acrobático e vigor físico.
Fundada em 17 de julho de 1985 pelo bailarino David Parsons e pelo designer de iluminação Howell Binkley, a Parsons Dance conseguiu levar experiências enriquecedoras para o público em todo o mundo, através de grandes obras envolvendo e motivando a todos.

Foto: Reprodução / Parsons Dance
 
Sua disseminação da dança já foi acompanhada por muitos em programas de TV nos canais PBS, Bravo, A & E Network e Discovery Channel ou dançando ao vivo na Times Square, pela  celebração do Ano Novo.  
A companhia mantém um repertório de mais de 70 obras, sendo que 20 tiveram a colaboração de compositores e músicos, incluindo Dave Matthews , Michael Gordon, John Mackey e Phil Woods. Um dos seus espetáculos se chama “Nascimento” em homenagem ao cantor brasileiro Milton Nascimento que é um dos grandes amigos do coreografo.

Foto: Reprodução / Parsons Dance

Além de levar apresentações a um publico diversificado, a Parsons Dance possui programas de educação e de assistência para todos os níveis de experiência artística. A companhia oferece aulas de mestrado em dança moderna, técnicas de ballet e jazz, palestras e demonstrações de repertório, workshops e seminários sobre nutrição, fitness e a arte da dança.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Grandes Histórias: Akram Khan Company


Foto: Reprodução / O Boticario Dança

Após uma conversa animada entre dois bailarinos recém-formados que almejavam lançar suas ideias para os palcos internacionais, surgiu a Akram Khan Company. Formado em dança clássica indiana, Kathak e dança contemporânea, Akram Khan se uniu a Farooq Chaudhry para criar produções provocantes e ambiciosas em que temas cotidianos são misturados a outras culturas e disciplinas.

O coreógrafo Akram Khan durante ensaio.
Foto: Reprodução / Kadmusart

Na estrada há 14 anos, Akram Khan atravessa fronteiras para criar narrativas intransigentes. Seus trabalhos envolvem parcerias com diferentes modalidades artísticas. A exemplo do espetáculo  In-I, um dueto com a atriz vencedora de Oscar, Juliette Binoche, e a produção Bahok, originalmente produzida em colaboração com o Balé Nacional da China, que recebeu a aclamação da crítica. Outro grande marco foi a criação de uma ala na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

A companhia está localizada na Universidade de Artes de Londres e tem parcerias com o teatro Sadler em Londres, MC2: Grenoble na França, entre outros locais e principais festivais ao redor do mundo.

A atriz Juliette Binoche e Akram Khan.
Foto: Reprodução / Meredith Grudson

Graças as parcerias de sucesso e produções inovadoras, a Akram Khan Company é considerada  uma das companhias de dança mais importantes do mundo. A prova disso são os prêmios recebidos como o Helpmann Award (2007) por Melhor Coreografia e Melhor Bailarino (Zero degrees) em Sydney, o The Age Critics’ Award, por melhor trabalho inédito (Vertical Road) no Melbourne Arts Festival, em 2010, o MBE (Membro da Ordem do Império Britânico), em 2005, por sua contribuição para a dança e um Honorary Doctorate of Arts das universidades de Roehampton e De Montfort.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Grandes Histórias: Focus Cia de Dança


Foto: André Pinolla
Com o desejo de estar sempre em cena, o bailarino Alex Neoral convidou alguns colegas da academia de dança em que frequentava para criar uma companhia. Então em 1996, surgiu a Focus Cia de Dança. Hoje, oito bailarinos traçam uma história de sucesso nessa arte.
Considerada uma das companhias cariocas mais atuantes, a Focus possui uma carreira internacional consolidada. O grupo já se apresentou em 32 cidades francesas, incluindo a Bienal da Dança de Lyon, na Alemanha e Panamá. No Brasil, cerca de 50 cidades já aplaudiram suas apresentações.



Agora é a vez de Aracaju prestigiar o espetáculo que foi destaque no jornal O Globo. “As canções que você dançou pra mim” é embalado pelas músicas do cantor Roberto Carlos. As canções que marcaram época e falam de relações amorosas, são representadas com romantismo por oito casais em cena.
A partir dessa sexta, 01 de agosto, a Focus Cia de Dança mostrará as mensagens do Rei através da dança no Teatro Lourival Batista. O publico poderá assistir aos espetáculos gratuitamente e adquirir os ingressos uma hora antes de cada apresentação. O grupo estará em cartaz dia 01 de agosto às 20h , dia 02 de agosto às 19h e 21h e dia 03 de agosto às 19h.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A maquiagem no balé


Devido ao sucesso do filme “Cisne Negro”, a maquiagem de balé nunca chamou tanta atenção. A pintura no rosto serve para realçar as expressões faciais do bailarino e, algumas vezes, compõe o figurino do personagem.
A maquiagem para o balé transparece uma intensidade e os olhos são o destaque. No filme, a atriz Natalie Portman escolheu marcar essa parte para transmitir a mensagem dramática e artística da Odile. Fazendo uma alusão ao cisne, foram utilizados traços que lembravam a ave. Mas será que na vida real, os bailarinos também utilizam essa dramaticidade?

Separamos algumas imagens que mostram como os artistas das grandes companhias fazem a sua maquiagem.


Odile por English National Ballet
Foto: Reprodução / Ballet News


A versão de Odile do Royal Ballet
Foto: Reprodução /Classical source
Coppelia por Bolshoi Ballet
Foto: Reprodução / Cvn
Os flamingos de Alice no País das Maravilhas do Royal Ballet
Foto: Reprodução /Dance Tabs 
O pierrot e colombina do Quebra-Nozes por Houston Ballet
Foto: Reprodução /The people critic
A rainha da Bela Adormecida do National Ballet
Foto: Reprodução / National Ballet bolg
O chapeleiro maluco do Royal Ballet
Foto: Reprodução /Time Soft
O pássaro azul do espetáculo A Bela Adormecida do Scottish Ballet
Foto: Reprodução /Scottish Ballet Blog
A rainha de copas do espetáculo Alice do Royal Ballet
Foto: Reprodução /T critic


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Grandes Histórias: Joffrey Ballet


Foto: Reprodução / NY Times
Há mais de 60 anos, a Joffrey Ballet School manteve-se na vanguarda do ensino da dança americana. Fundada em 1953 por Robert Joffrey e Gerald Arpino, a escola foi criada para fornecer uma base técnica a jovens que se identificavam com a dança. Durante sua primeira temporada, em 1956, o Joffrey Ballet foi um grupo de seis bailarinos que apresentou essa arte para as massas das grandes e pequenas cidades.
Joffrey e Arpino durante ensaio
 Foto: Reprodução / Blog Joffrey School
 
Quando Joffrey e Arpino fundaram o grupo, eles evitaram seguir o modelo de companhia de balé. Ao invés de reunir pessoas com a mesma estrutura corporal, para criar uma ilusão de uniformidade, eles selecionaram dançarinos fortes, independente do peso ou altura.  

Por montar coreografias que tinham como trilha sonora as músicas de rock, misturando livremente balé com dança moderna, logo a sua companhia se tornou famosa. Os mais talentosos bailarinos e grandes profissionais, tanto do balé, quanto da dança contemporânea, iam até a escola para aprender as técnicas de Joffrey. Os reconhecidos Rudolf Nureyev, Erik Bruhn, Carmen De Lavallade e Yvonne Rainer, foram alguns dos coreógrafos que estudaram por lá.
Foto: Reprodução / Inetour
 
A formação em balé, jazz, dança contemporânea e hip-hop, permitiu que Joffrey incorporasse o que havia de melhor nessas modalidades e criasse o estilo americano de formação em dança. Além disso, a preocupação com a saúde dos seus bailarinos era outra prioridade. Para minimizar as lesões na dança, ele estudou a anatomia e fisiologia humana. Ele acreditava que quando se cuida do corpo, o profissional maximiza a força, resistência e flexibilidade, potencializando a sua dança.

Foto: Reprodução / JPointe

A escola oficial da Joffrey Ballet, teve sua inauguração em janeiro de 2009, no terceiro andar da Torre Joffrey e hoje registra cerca de 800 alunos. Nenhuma companhia no mundo oferece um treinamento tão rigoroso como lá. Os estudantes fazem aula de balé clássico, dança moderna, jazz, pilates, música e dramaturgia.
O resultado de todo esse trabalho é que os seus estudantes de dança se transformam em artistas apaixonados, versáteis e capazes de colaborar para a evolução da dança no mundo. Após receberem o diploma, seus bailarinos são convidados a integrar grandes companhias de balé clássico e contemporâneas, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bailarinos brasileiros encantam o mundo


Thiago Soares e Roberta Marquez são bailarinos principais no Royal ballet.
Foto: Reprodução/ Flickr
 No país onde o futebol exporta craques, o balé mostra a sua força e também manda talentos para outros países. O Brasil ainda não valoriza a dança e por isso muitos artistas chamam a atenção das grandes companhias internacionais. Para a nossa felicidade, essa lista aumenta a cada ano e esses bailarinos mostram que os brasileiros possuem uma grande técnica. O resultado de todo o trabalho é que muitos deles se tornaram solistas e primeiros bailarinos (papéis de destaque) dessas instituições.  Confira quais são os nomes que estão encantando plateias ao redor do mundo.
 
Alysson Rocha – Cia Dortmund (Alemanha)
Anadélia Giscafree – Cia de Bailados de Lisboa

Andrei Chagas- Corpo de baile do Miami City Ballet
Bruno Rocha – Corpo de baile do Ballet Nacional Holandês

Carla Korbes – Primeira Bailarina do Pacific Northwest Ballet

Carla Korbes é primeira bailarina no Pacific Northwest Ballet
Foto: Reprodução/ Oberon
 
Daniel Deivison – Solista do San Francisco Ballet

Fernanda Oliveira – Primeira bailarina do Ballet Nacional Inglês
Flávio Mesquita – Cia Salzburg Ballet (Áustria)

Guilherme Menezes- Corpo de baile do Ballet Nacional Inglês
Helio Henrique – Boston Ballet

Henrick Moreira - Cia Salzburg Ballet (Áustria)
Irlan Silva - Corpo de baile do Boston Ballet

Isabella Gasparini – Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)
Isadora Loyola – Corpo de baile do American Ballet Theatre

Jonathan Batista – Corpo de baile do Boston Ballet
Jovani Furlan – Corpo de baile do Miami City Ballet

Mayara Magri faz parte do corpo de baile do Royal Ballet
Foto: Reprodução/ Rebloggy
 
Kleber Rebello – Diretor do Miami City Ballet
Leticia Stock- Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Luciana Voltolinni – Corpo de baile do American Ballet Theatre
Marcelino Sambé- Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Marcello Gomes – Primeiro Bailarino do American Ballet Theatre
Mariani Viana – Cia Ballet Nice Méditerranée

Mayara Magri – Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Nathalia Arja – Corpo de baile do Miami City Ballet

Pietra Mello Pitman – Primeira Artista do Royal Ballet (Londres)
Renan Cerdeiro – Principal do Miami City Ballet

Renan Cerdeiro é bailarino principal do Miami City Ballet
Foto: Reprodução/ Miami City Ballet
 
Renato Penteado – Diretor do Miami City Ballet
Ricardo Santos - Corpo de baile do Boston Ballet

Roberta Marquez – Primeira Bailarina do Royal Ballet (Londres)
Thamires Chuvas – Aprendiz do San Francisco Ballet

Thiago Soares- Primeiro Bailarino do Royal Ballet (Londres)
Vitor Luiz – Primeiro Bailarino do San Francisco Ballet

Vítor Menezes – Corpo de baile do Ballet Nacional Inglês

Vítor Luiz é primeiro bailarino do San Francisco Ballet
Foto: Reprodução/ Miami Review
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Grandes Histórias: American Ballet Theatre


 
O American Ballet Theatre é reconhecido como uma das grandes companhias de dança do mundo. Fundada em 1937 sob o nome "Mordkin Ballet", o seu diretor, o bailarino russo Mikhail Mordkin criou uma companhia com os melhores alunos da sua escola de balé em Nova York. Após dois anos de apresentações, o agente de Hollywood, Richard Pleasant, teve a ideia de transformar o Mordkin em um grande núcleo.
Em 1940, a companhia foi reorganizada e a primeira mudança foi o nome. Passando a se chamar Ballet Theatre, o grupo teve a ajuda da bailarina e atriz, Lucia Chase, na realização da primeira temporada que durou quatro semanas. Em 1956 tornou-se o American Ballet Theatre, mantendo esse nome desde então.



Com o objetivo de reproduzir os melhores repertórios de balés, a companhia já montou o Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Giselle, Apollo , O Quebra Nozes, O Corsário, Cinderela, Sylvia,  Les Sylphides, Jardin aux Lilas, Rodeo, entre outros. Além de manter a tradição clássica, o ABT incentivava a criação de novas obras, e com isso coreógrafos famosos fizeram parte da história da companhia, como George Balanchine , Adolph Bolm , Michel Fokine , Massine Leoni e Bronislava.
 
Em 1980, Mikhail Baryshnikov se tornou diretor artístico do American Ballet Theatre, sucedendo Lucia Chase e Oliver Smith. Sob sua liderança, numerosos ballets clássicos foram encenados, dando um fortalecimento a companhia.

 
Alguns bailarinos se tornaram famosos graças ao rigoroso treinamento clássico do ABT, como , Alicia Alonso, Fernando Bujones e Alexander Godunov, entre outros. O brasileiro Marcelo Gomes faz parte do time de estrelas do ABT desde 1997 e hoje é o primeiro bailarino.
O American Ballet Theatre pode ser visto  no Metropolitan Opera House, situado no Lincoln Center. Além da temporada em Nova York, o ABT faz turnês anuais pelos Estados Unidos, quando chega a ser vista por cerca de 600 mil pessoas e também se apresenta internacionalmente. A companhia já foi aplaudida em mais de 40 países.