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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Quais músculos são usados numa aula de dança?


Uma aula de dança é projetada para ajudar os alunos a aperfeiçoar seu alinhamento postural, aumentar a flexibilidade articular, além de criar força muscular. Aprender uma técnica seja balé, jazz ou dança contemporânea, exige muito esforço físico e os dançarinos aprendem a identificar e ativar certos músculos enquanto trabalham, através de uma série lógica de exercícios na barra e no centro da sala. Como resultado de um treinamento frequente e consistente, desenvolvem força significativa em vários grupos musculares importantes.

Quadríceps e isquiotibiais

Os dançarinos apreciam a qualidade estética de uma linha de perna reta, então eles trabalham arduamente para alcançar consistentemente longas e altas extensões. Como resultado, desenvolvem quadríceps fortes, os músculos que auxiliam na extensão total do joelho e na flexão do quadril. Ao mesmo tempo, os dançarinos compreendem a vantagem funcional do joelho. O plié é um movimento fundamental em muitas modalidades, e toda vez que um dançarino dobra seus joelhos em plié, seus isquiotibiais trabalham. Consequentemente, os isquiotibiais de um dançarino se tornam cada vez mais fortes e poderosos à medida que ele progride no treinamento.

Músculos do quadril

A aparência das pernas em en dehor é um elemento-chave da técnica de balé clássico. Os dançarinos usam o rotador externo do quadril e os músculos do glúteo para girar as pernas para fora e para sustentar essa rotação durante as extensões das pernas, saltos e giros. Os iniciantes aprendem a engajar estes músculos regularmente para manter sua posição. Com esforço consistente, os dançarinos que trabalham para aumentar sua participação desenvolvem fortes rotores externos e músculos glúteos.

Panturrilhas e Pés

Fortalecer os músculos das pernas e pés é importante para auxiliar nas pontas ou na elevação sobre os dedos dos pés. Exercícios que enfatizam a flexão plantar exigem que o dançarino envolva os músculos da panturrilha e trabalhe lenta e deliberadamente através dos pés, usando o chão como resistência. Ao saltar, ele usa a mesma técnica de empurrar forte contra o chão para sair, e quando ele retorna, há uma preocupação em articular seus pés para suavizar seu pouso. O resultado é a construção de uma força muscular significativa em suas panturrilhas e pés.

Abdômen

Os dançarinos dependem fortemente de seus músculos abdominais para proporcionar estabilidade. Eles treinam para manter esses músculos envolvidos em todos os movimentos. Contrair os músculos do abdômen ajuda um dançarino a manter o alinhamento e o equilíbrio adequados, garantindo que sua qualidade de movimento seja limpa e poderosa, além de proteger de lesões relacionadas à dança.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Intensivo de Férias 2018

As férias são um ótimo momento pra se aprimorar e acrescentar conhecimento às técnicas de dança já adquiridas. Por isso, de 08 a 13 de janeiro o Centro Cubos de Dança recebeu alunos, profissionais e aqueles que tiveram o seu primeiro contato com a dança para um Intensivo de Férias.  Foram aulas de balé clássico iniciante e intermediário, técnica de pontas, variação masculina e feminina, técnica masculina, de giro e de pas de deux, além do sapateado e street dance.

Confira os cliques dessa semana de intensivo de férias. 





















quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Como melhorar a performance




O período de férias é bom para refletir como você quer melhorar sua performance. Um de nossos objetivos é fornecer conselhos sólidos que você coloque em prática. Por isso, fizemos uma lista com alguns conselhos para dançarinos terem um bom desempenho na sala de aula e, consequentemente, no palco, que divulgaremos semanalmente. Aproveite as dicas do texto e boa reflexão.


Alimente seu corpo com sabedoria

O que você coloca em seu corpo afeta diretamente seu desempenho e recuperação. Isto deve ser óbvio, mas nesse período de férias, muitos bailarinos não praticaram nenhuma atividade física e se empanturraram com “junk food”. O corpo de um dançarino é como um carro - quando você o mantém bem e "alimenta-o" com gasolina e óleo adequados, ele corre eficientemente e pode percorrer um longo curso. E, claro, o oposto também é verdade. Há uma grande quantidade de informações nutricionais lá fora, por isso fique atento com modismos e saiba que o que funciona para algumas pessoas pode não funcionar para você.

Parte de conhecer o seu corpo é prestar atenção a quão bem ele funciona com certos alimentos e bebidas, e o quanto de água e eletrólitos você precisa para manter seus músculos hidratados. À medida que você aprende mais sobre nutrição, considere sempre a fonte! Quando você tem que fazer um trabalho para a escola, seu professor espera que você use especialistas confiáveis como fontes. A melhor forma de tomar conselhos sobre hábitos alimentares é com um nutricionista e não em um blog aleatório, um anúncio no Facebook, ou mesmo com o seu melhor amigo. Afinal, sua prioridade deve ser a saúde. Nunca deixe ninguém convencê-lo a fazer coisas prejudiciais ao seu corpo.

Não esqueça do equilíbrio

Bailarinos são notoriamente obsessivos. Sabemos que é preciso uma quantidade extraordinária de dedicação e determinação para prosperar na dança. Longas horas no estúdio, suor e trabalho duro fazem parte do processo. Mas lembre-se que nosso corpo também precisa descansar para se recuperar.  

Nossa mente precisa de outros tipos de estímulos para contrastar com a coreografia correndo em nossas cabeças. Nosso emocional precisa de experiências de vida fora do estúdio para alimentar nossas almas. Tempo longe do estúdio e de tudo que envolve dança é bom para moldar nossas vozes como seres humanos e, finalmente, nos faz melhores artistas.

Por fim, não esqueça de se divertir!

Dançarinos podem ficar tão apegados em seus dramas, competições e trabalho duro que é fácil perder de vista todo o encantamento de quando você começou a dançar. Cada bailarino tem um lugar dentro de si que se conecta à dança de uma forma única e pessoal. Pode ser tão simples quanto sentir-se bem, e tão esotérico quanto sentir-se ao lado de algo divino ou místico. Mas qualquer que seja a sua razão, tente não deixar que todas as outras "coisas" fiquem no caminho dessa conexão. Dançar sempre será uma parte de sua vida e molda quem você é fora dos palcos, seja um estudante, um dançarino profissional ou um trabalhador de outra área que apenas gosta de dançar.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estou muito velho para usar sapatilhas de ponta?




Essa é uma pergunta que surge frequentemente naqueles que querem começar uma formação clássica. Tecnicamente, há menos risco para os pés adultos iniciarem os trabalhos nas pontas pois suas estruturas responsáveis pelo crescimento do osso, a fise (também chamada placa de crescimento) e as epífises, são totalmente fundidos. No entanto, um adulto que nunca fez uma aula de balé terá que se dedicar um pouco mais na hora de deixar o pé na forma adequada para dançar na sapatilha de ponta. 

A questão da flexibilidade é a principal área que impedirá a maioria dos alunos maduros de alcançar uma posição totalmente pontiaguda do tornozelo, uma vez que isso, muitas vezes, requer alguns alongamentos suaves dos ligamentos, algo muito mais fácil quando somos jovens. O alcance possível no tornozelo também depende, significativamente, da mobilidade natural dos ligamentos em geral. No entanto, isso não deve ser um obstáculo para ingressar no balé. Se houver um desejo real de chegar a esse nível na formação clássica, o aluno fará um trabalho para desenvolver o corpo e evoluir. Na nossa escola temos casos de alunas que iniciaram as aulas de dança clássica adultas e hoje já dançam nas pontas.  

Se um adulto faz aulas de balé por algum tempo e trabalha bem em sala de aula para conseguir a força necessária nos pés, não vai demorar muito para se desenvolver. Nossos corpos desenvolvem 'padrões motores' de movimentos que fazemos regularmente, e é importante que este controle de pé isolado se torne uma segunda natureza para o dançarino antes de iniciar o trabalho de ponta. Há tantas outras coisas para pensar quando se dança na ponta, pois o dançarino deve ser capaz de controlar facilmente a posição dos dedos dos pés na sapatilha para ter controle otimizado e, portanto, segurança nas pontas dos pés.

A coordenação necessária para controlar os pés e pontas é algo que se desenvolve com o tempo, e o aluno deve fazer aulas regulares, se dedicar bastante, ter paciência e ter o acompanhamento de um profissional capacitado. É ele quem dirá o momento que você estará preparado para subir nas pontas dos pés. Portanto, chega de criar desculpas para iniciar os estudos no balé. Entre em contato e agende uma aula experimental.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Dicas: Exercício para manter o trabalho de ponta nas férias





Fazer exercícios durante as férias ajuda a manter a rotina e leva você a trabalhar alguns músculos, manter o corpo em movimento e também a não se sentir culpado devido a todas essas guloseimas que você comeu no natal.

Os exercícios que separamos são muito fáceis. Eles ajudam a manter o trabalho de ponta e também a deixar as pernas e tornozelos bem preparados para o salto alto que você vai usar no ano novo. Essa série pode ser feita três vezes por semana. 

Separe um espaço na sua casa, uma cadeira e disposição!

1- Na sexta posição, faça quatro relevés. Em seguida, faça o plié e eleve os pés, mantendo os joelhos flexionados, por quatro vezes. Repita todo o processo três vezes. Essa sequência deve ser realizada também na quarta e segunda posição.




 
2-Para descansar, mantenha uma perna esticada e a outra flexionada, ao mesmo tempo que o seu pé também está em “flex”. Fique nessa posição por 30 segundos de cada lado.


3- Ainda na sexta posição, com uma perna faça um petit retiré e na outra relevé, oito vezes. Alterne as pernas e repita a sequência três vezes.


4- Para finalizar, estique uma perna para trás e mantenha a outra flexionada. Fique nessa posição por 30 segundo de cada lado.




*Com informações e imagens do blog Lazy Dancers




quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Theraband. Você está usando errado





Theraband e férias combinam perfeitamente. A nossa querida faixa elástica é sempre recorrida durante o período de pausa. Porém, um dos exercícios muito feito por todos é executado da maneira errada e pode causar uma lesão. Fazer “ponta” do pé em uma Theraband é muitas vezes feita por bailarinos para fortalecer os pés. Mesmo sendo executado com consciência e controle, muitos dos bailarinos estão danificando a sua estrutura corporal.


A foto acima demonstra como exercício é executado na maioria das vezes. Os músculos que enrolam os dedos dos pés (Flexor Hallucis Longis e Flexor Digitorum Longus) começam na parte de trás da panturrilha e os tendões longos se conectam todo o caminho até os dedos dos pés. Se os dedos estão enrolados quando curvados, durante a ponta, pode causar o uso excessivo dos músculos profundos na parte traseira da perna e resulta em tensão na parte traseira da panturrilha, e consequentemente, dor na parte de trás do tornozelo.
Apontar o pé desta forma pode causar espessamento dos tendões que passam em torno do tornozelo e é a causa de muitas das lesões nos pés . Muitos bailarinos agravam o problema, pois usam esse exercício para melhorar a dor. O mais indicado é não fazer esse exercício cobrindo os dedos. Há tantos outros exercícios menos perigosos e mais benéficos, então vamos executá-los.


Para melhorar a força nos pés e tornozelos em flexão e extensão, as duas opções mais seguras, e melhores, são:  ponta e meia ponta com uma bola ou fazer a meia ponta com a Theraband. Estes exercícios desenvolvem muito mais força funcional e ajuda o bailarino a aprender a controlar a meia ponta, bem como desenvolvem o núcleo e o controle do quadril. Ele também ajuda a configurar o músculo correto disparando padrões no pé e no tornozelo, em relação ao resto do corpo, melhorando assim a técnica. Fazer ponta, mesmo em um exercício tão "simples" como um Tendu, deve ser uma experiência que envolve o corpo inteiro, incluindo a ativação dos músculos das pernas, bem como os pés.


*Com informações do site The Ballet Blog