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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Seguindo as regras: fardamento


Foto: Filippe Araujo
 
Fardamento é uma daquelas coisas que muita gente não gosta. Pode parecer chato ter que usar o mesmo collant, ter o seu cabelo puxado para trás em um coque apertado segurado por grampos e de não poder usar relógio, colares ou outros acessórios em sala de aula. Mas quando se trata de aula de dança, uniforme é fundamental e é também tradição. 
Como você provavelmente já sabe, o balé nasceu há muitos anos. As pessoas estudam balé desde o século 15 com os renascentistas italianos. As outras modalidades nasceram a partir da dança clássica, e vestir-se adequadamente para a aula foi carregado com elas. Essa tradição é algo que as escolas e academias de dança buscam preservar ao longo dos anos. 

Dançar requer disciplina e respeito. A farda serve para garantir que todos pareçam uniformes, como um grupo. Além disso, quando o traje adequado é usado, ​​você se concentra na técnica e não se preocupa em ficar ajeitando a roupa ou o cabelo.
A atividade escolhida por você ditará qual a melhor maneira de ir a aula. Para o Balé, Jazz e Dança Contemporânea é usado collant, meia-calça, sapatilha e sainha ou short. Já para o Sapateado, o fardamento deve ser leve e que não prejudique a produção de movimentos e sons. Sem esquecer o sapato indicado  para esse estilo de dança. Para o Stiletto, o uniforme é mais despojado que as danças clássicas. Utilize roupas de malha como top, calça, short ou legging e um sapato confortável, mas que não atrapalhem os movimentos. O ideal é conversar com o professor para saber qual a maneira correta de fazer aula.

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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A meia-calça


 
Vivemos em um país tropical e em certas épocas do ano, usar a meia calça nas aulas de dança faz com que os alunos sintam muito calor. Porém, o uso desse item é indispensável, pois mantêm as pernas aquecidas e evita lesões. Segundo pesquisa, a meia-calça faz uma leve pressão nas pernas do bailarino, ajudando na circulação.
Meia calça sem pé. Ideal para crianças.
 

A cor da meia-calça também deve ser levada em consideração. Quanto mais clara ela for, melhor, sendo assim mais fácil para o professor observar possíveis correções de postura e movimento das pernas.
Os materiais disponíveis são de helanca, suplex, poliamida, elastano e acrílicas. Recomendamos o uso das meias de helanca e suplex, pois elas oferecem mais aderência e são mais resistentes. Elas podem ser encontradas com ou sem pé (ideal para crianças). Há também a meia conversível, mais adequadas para a prática de qualquer modalidade, dando mais liberdade na hora de fazer exercícios sem sapatilha.

Modelo conversível. Com ela, o bailarino tem mais liberdade.

O tamanho também é importante. Elas não podem ser muito folgadas, nem muito apertadas. Confira uma pequena tabela com a numeração.

Tamanhos infantis
Tamanho
Idade
00
0 a 3 anos
0
4 a 6 anos
P
8 a 12 anos

 Tamanhos Adultos
Tamanho
Referência (para quem usa)
P
34 a 36
M
38 ao 42
G
44 ao 46
GG
48 a 50

 
Para manter suas meias bonitas e fazer com que tenham maior durabilidade, siga essas dicas:

• Sempre lave à mão utilizando sabão neutro e evite deixar de molho;
• Quando você for vesti-las, retire anéis que possam danificar a peça e verifique se suas unhas estão lascadas;

• Se ela desfiar, passe esmalte incolor no furo, isso evita o aumento do desfiado;
• Se você for vestir a meia depois que passar alguma hidratação ou outro produto para o corpo, espere secar. A composição dele pode alterar a sua cor;

• A melhor maneira de guarda-las é dobrada dentro de saquinhos de pano;
• Evite guardar a meia enrolada como uma “bolinha”. Ao armazená-la desse jeito, as fibras e o elástico sofrem tração, perdendo a elasticidade;

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Roupa masculina


Foto: Acervo Cubos / Filippe Araujo
Quem tem conhecimento sobre dança, sabe que o papel masculino é muito importante, pois proporciona força e virilidade a uma coreografia. Por isso, não podemos deixar de dar dicas para esse público. Hoje, falaremos sobre quais as roupas mais adequadas para as aulas de jazz, balé, dança contemporânea e sapateado.
Foto: Acervo Cubos / Marcela Carvalho

Para praticar qualquer modalidade é necessário utilizar um traje adequado. As roupas devem ser justas o suficiente para que o seu professor verifique o alinhamento do corpo durante os exercícios, mas ao mesmo tempo, deve permitir que você se mova facilmente. Como os meninos, algumas vezes, dançam em pares, a roupa não deve atrapalhar. Imagina se durante um giro, o joelho da bailarina se enrosca na camisa? Todo o exercício é perdido.


Suporte masculino
 
O ideal é usar meia-calça preta, collant ou uma camiseta de manga curta ou regata. Para os pés, utilize um par de sapatilhas pretas. Elas devem estar justas, mas não muito apertadas. Outra dica é usar suporte para dança. Esse acessório é um tipo de roupa intima desenvolvida para amortecer o impacto de diversos movimentos coreográficos, que poderiam causar dor ou machucar a virilha do bailarino.

Foto: Acervo Cubos / Marcela Carvalho
 
Se você tem cabelo comprido ou possui alguma parte dele que possa atrapalhar durante os movimentos, prenda-o. Vale utilizar elástico, ou presilhas.

Sempre cheque na recepção da escola qual a melhor opção para a participação nas aulas. Assim como as garotas, os meninos também possuem deveres para se tornarem grandes bailarinos.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A criação do Tutu e os seus modelos


Foto: Reprodução/ Tumblr

As pessoas associam a saia curta, estruturada e leve, conhecida como tutu, ao balé clássico. Usar um tutu (pronuncia-se titi) em um espetáculo de dança é o sonho de toda aluna, pois ele ressalta a graciosidade da bailarina.  Mas esse figurino não apareceu junto ao surgimento do balé.
Antigamente a dança era considerada um passatempo dos nobres europeus e as roupas não eram uma prioridade para os dançarinos. Foi apenas em 1661, após uma imposição do Rei Luis XIV, que a Academie Nationale de Musique et de Danse aperfeiçoou técnicas do balé e, consequentemente, as roupas foram adaptadas. Mas, para preservar a moral dos bailarinos, as saias eram compridas e possuíam muitas camadas.
Foi Marie Taglioni que criou o Tutu. Foto: Reprodução/ Zeno

Porém, foi apenas em 1932, para uma performance de "La Sylphide", que o tutu foi criado. A bailarina francesa Marie Taglioni precisava de um figurino que exibisse o seu trabalho elaborado dos pés, que eram escondidos pela saia longa. Foi a própria Taglione que desenhou o modelo da peça, composta por um corpete apertado e uma saia de várias camadas, que chegava quase até o tornozelo. 

A palavra tutu é uma gíria para bumbum de mulher. Como a saia era mais curta, os plebeus que sentavam na parte baixa do teatro, ficavam olhando para o novo figurino e se exaltavam a cada giro da bailarina. 

Hoje o tutu foi encurtado para que a plateia veja os movimentos das pernas e para dar a sensação de que a bailarina está flutuando pelo palco. Conheça os tipos de tutu, que é considerado um acessório de excelência dos bailarinos

1 -Tutu Clássico (panqueca ou bandeja)
Cobiçado pelas bailarinas, esse tutu é feito com uma sobreposição de saias curtas e rígidas de tule ou filó engomadas e às vezes possuem um arco de arame para manter as camadas planas e duras. Pode ser usada com um corselete ou collant comum.

Foto: Reprodução/ The Daily Ballet

2 -Tutu Clássico (sino)
Com uma ligeira forma de sino, ela é feita com várias camadas de tule comum e não usa arame, porém esse tutu também é armado.  Geralmente é mais usado que o tutu bandeja. 

Foto: Reprodução/ Tumblr
 3 -Tutu Romântico
É uma saia que cai entre o joelho e o tornozelo, e possui diversas camadas de tule. Podemos encontra-la ligada a um corpete. Por salientar a leveza, é muito usado em balés com o conteúdo romântico com Giselle e Les Sylphides.
Foto: Reprodução/ Revista da Dança

4 -Tutu Balanchine / Karinska
Essa peça é a que menos utiliza camadas de pano e não possui arames. Para dar a ilusão de ser mais cheia, a saia é levemente pregada.
Foto: Reprodução/ Ana Botofogo
5- Tutu de ensaio
Feito apenas com o tule, sem bordados ou acabamentos, esse tutu é usado nas salas de aula e audições. 

Foto: Reprodução/ Ebay







segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Volta às aulas

O final das férias costuma ser um momento de apreensão para os bailarinos e dançarinos. Depois de um mês de descanso, todos se sentem mais enferrujados. Falta eixo nas piruetas, no passé o equilíbrio passou longe, ao fazer um stomp o peso do corpo vai junto com o pé e todo mundo esquece como se faz um coque. Calma! Depois de uma semana de aula tudo volta ao normal.
Então, para que os primeiros dias do ano sejam bem aproveitados, siga essas dicas que te ajudarão a voltar à rotina gradativamente.

CABELOS
O coque deve ser utilizado em todas as modalidades, pois o cabelo preso evita que fios caiam no rosto, atrapalhando a execução da maioria dos passos. Não há regras para o coque, mas esses dois tutorias ensinam a fazer um penteado mais elaborado, evitando que ele se desmanche durante as aulas. Lembrando que os acessórios necessários são  grampos, elástico, rede, gel fixador, pente ou escova e fivelas (opcional).
Coque clássico
É o tipo mais utilizado em salas de aula. 

                                             

Coque Rosquinha 
Esse tipo de penteado é super-rápido e prático. É ideal para quem tem cabelos curtos.

                                             

 UNIFORME

O uniforme é feito para homogeneizar a turma e é parte essencial nas modalidades de dança. Assim, o professor consegue uma melhor visualização dos movimentos, o que facilita as correções durante a aula. Além disso, a roupa auxilia no aquecimento corporal. 
O fardamento adequado varia de acordo com a atividade escolhida. Para o Ballet, Jazz e Dança Contemporânea é usado collant, meia-calça, sapatilha e sainha ou short. Dê uma passadinha na recepção e fale com Aline. Ela indicará o uniforme ideal para sua turma.

Já para o Sapateado, o fardamento deve ser leve e que não prejudique a produção de movimentos e sons. Sem esquecer o sapato adequado para esse estilo de dança. O ideal é conversar com a nossa professora Júlia, para saber qual o modelo correto para a aula.

Para a Dança do Ventre, o uniforme é mais despojado que as danças clássicas. Utilize roupas de malha como top, calça, short ou legging, mas que não atrapalhem os movimentos.

DISCIPLINA
Além dos cabelos e roupas, o aluno deve se preocupar com a pontualidade. Se por algum motivo você se atrasar, aqueça para não ter problemas musculares no decorrer da aula. Preste atenção a tudo que é dito. Caso você tenha uma dúvida pergunte ao professor e não ao colega. Às vezes, a conversa paralela atrapalha os outros alunos. E, finalizando, tenha concentração e dedicação. Com isso, há uma progressão mais rápida e você consegue executar os movimentos aprendidos com eficácia.

Anotou todas as dicas? Agora é só se preparar para retornar as atividades a partir desta segunda, 27 de janeiro. Se você tem alguma dúvida nos horários das aulas, entre em contato com a gente. Ligue para 3231-3385 ou faça-nos uma visita.