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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Ballet Fitness: efeitos positivos para sua saúde



Esqueça a imagem tradicional de meninas com tutus rosa e dançando com sapatilha de pontas. O Ballet Fitness é uma novidade que pode ser adotada por diversas mulheres, não só por bailarinas. A ideia é exatamente essa, todos podem se divertir dançando e praticando exercícios que só contribuirão com efeitos positivos para sua saúde. 

Febre nas academias do Brasil, o Balett Fitness vem conquistando muita gente, inclusive as famosas. Atrizes como Grazi Massafera, Sheron Menezzes, Flávia Alessandra, Ingrid Guimarães, por exemplo, são adeptas da modalidade – que intercala movimentos de balé e exercícios típicos de academia.

O Ballet Fitness é uma modalidade que possui elementos e exercícios do Ballet Clássico e exercícios de condicionamento físico e ganho de massa muscular – comuns em academias de treino funcional.  As aulas consistem na realização de movimentos com o auxílio das barras, realização de isometrias, repetições e sustentações.

Famosas que fazem Ballet Fitness


Ele direciona muitas partes diferentes do corpo. O Ballet Fitness se diferencia da musculação exatamente por não voltar os movimentos para um único grupo muscular, muito pelo contrário. A metodologia das aulas é desafiar o seu condicionamento físico com múltiplos movimentos que exigem dedicação de diversos membros. Os braços, as pernas, os músculos do abdômen, os pés e os tornozelos são todos reforçados e tonificados. A repetição constante dos exercícios desenvolve força considerável em todas as áreas.

As aulas envolvem combinações de alta energia, onde os momentos frenéticos do Ballet Fitness são intercalados com combinações de movimento mais lentos.  A resistência cardio pode ser enfatizada ao completar um aquecimento mais longo e de maior intensidade com uma série de combinações de movimento, exclusivamente para fins de atividade repetitiva.

Os benefícios físicos da modalidade são visíveis dentro de algumas semanas de comparecimento regular. Além de ser um excelente exercício para seu bem-estar mental, sua postura e a saúde de sua coluna.

Então, se você não gosta muito de musculação e está buscando uma atividade diferente que possa oferecer ótimos benefícios, as aulas de Ballet Fitness são perfeitas! Entre em contato com a gente para fazer parte da nossa turma. 

terça-feira, 22 de março de 2016

Por que um dançarino nunca fica tonto?


Foto: Filippe Araujo

Há quem diga que dançarinos são seres de outro planeta. Eles podem saltar bem alto, ter o corpo de borracha, a força de um lutador de sumô com um corpinho pequeno e girar sem ficar tonto. Foi a partir dessa curiosidade que um estudo identificou diferenças importantes em suas estruturas cerebrais que os impedem de sentir tonturas durante essas rodadas intermináveis.
Os resultados, publicados na revista Cerebral Cortex, mostram que os anos de treinamento permitem que dançarinos supram os sinais dos órgãos de equilíbrio no ouvido interno, fazendo com que eles não caiam. Esse estudo pode ajudar a melhorar o tratamento de pacientes com tontura crônica, doença que pode afetar as pessoas em algum momento durante suas vidas.

Normalmente, a sensação de tontura decorre dos aparelhos vestibulares no ouvido interno, também conhecido como órgão gravitoceptor. Nos humanos, este sistema é composto pelos três canais semicirculares que se fundem numa região central denominada vestíbulo, que apresenta duas outras estruturas vesiculares: o sáculo e utrículo, também conhecidos como órgãos otolíticos. m situações de movimentação, a endolinfa encontrada no interior dos canais semicirculares caminha em direção oposta ao movimento da cabeça. O sistema vestibular é constituído por uma estrutura óssea dentro da qual se encontra um sistema de tubos membranosos cheios de líquido, cujo movimento – provocado por movimentos da cabeça – estimula células ciliadas que enviam impulsos nervosos ao cérebro ou diretamente a centros que controlam o movimento dos olhos ou os músculos que mantêm o corpo numa posição de equilíbrio.
Depois de se virar rapidamente, o fluido continua a se mover, o que pode fazer você se sentir como se você ainda está girando. Porém, bailarinos podem executar várias piruetas com pouca ou nenhuma sensação de tontura. Isso se deve a uma técnica que envolve mover rapidamente a cabeça para fixar o olhar no mesmo local, tanto quanto possível.


Foto: Ronise Ramos

Pesquisadores do Imperial College de Londres recrutaram 29 bailarinas para comparar com outras 20 mulheres com idade e níveis de aptidão semelhantes. As voluntárias foram colocadas em uma cadeira em um quarto escuro que girava rapidamente por um breve período.  Os pesquisadores também mediram os reflexos oculares desencadeados pela entrada dos órgãos vestibulares. Mais tarde, eles examinaram a estrutura do cérebro dos participantes com exames de ressonância magnética.
Em dançarinas, ambos os reflexos oculares e sua percepção de fiação durou um tempo mais curto do que nas outras voluntárias. As varreduras do cérebro revelaram diferenças entre os grupos em duas partes: uma área no cerebelo, onde a entrada sensorial dos órgãos vestibulares é processado e no córtex cerebral, que é responsável pela percepção de tontura. A área no cerebelo foi menor em dançarinos.

A pesquisa aponta que dançarinos sabem como não usar seus sistemas vestibulares, contando apenas com movimentos pré-programados altamente coordenados. Para um bailarino não é útil sentir tonturas ou desequilíbrio. Seu cérebro conseguem se adaptar ao longo de anos de treinamento para suprimir essa entrada. Consequentemente, o sinal enviado para as áreas do cérebro responsáveis ​​pela percepção de tontura no córtex cerebral é reduzido, tornando dançarinos resistentes a sentir tonturas. 

“Marcar a cabeça” não é apenas uma expressão que o seu professor fala da boca para fora. Agora temos a comprovação científica de que a fixação do olhar em um ponto ajuda na hora da dança e pode também melhorar a qualidade de vida de pacientes com tontura crônica.

Com informações do site Daily Mail

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Proteína para bailarinos

 
Com tanta informação sobre nutrição, decidir o que constitui uma dieta saudável pode ser um pouco confuso, especialmente para os bailarinos que precisam consumir alimentos suficientes para suportar um dia de dança. O efeito de muito pouco alimento pode tornar-se um grande vilão. Prevenção de lesões, ganho de massa muscular, energia, entre outros itens importantes para dançar bem são descartados a partir do momento que não se tem uma dieta balanceada de proteínas, carboidratos e gorduras de boa qualidade.
A proteína é uma parte essencial na rotina de qualquer atleta, pois ajuda na recuperação muscular e otimiza o armazenamento de carboidratos na forma de glicogênio. No entanto, é importante nos afastarmos da ideia de que a maioria do nosso alimento deve ser de proteína e que devemos evitar carboidratos. A proteína é importante, mas em grandes quantidades é prejudicial para o organismo. Em excesso, pode produzir mais azoto (prejudicando os rins), além de levar mais cálcio que o necessário para os ossos, enfraquecendo-os e aumentando o risco de fraturas por estresse. Sobrecarga de proteína = ossos mais fracos.

Todo mundo é um pouco diferente, mas é recomendado para atletas que de 12-15% das calorias totais devem vir de proteína. Um bailarino precisa de, no mínimo, 2.000 calorias por dia. Então, cerca de 65 gramas serão de proteína. (Esta é uma média porque cada pessoa possui diferentes níveis de atividade, peso e altura, portanto, indicamos uma consulta com um profissional de saúde que recomendará a dieta ideal para você).
 
Em geral, as pessoas na sociedade ocidental, incluindo atletas, obtêm muito mais proteína do que eles precisam. É um mito dizer que você conseguirá ingerir melhor as proteínas se forem consumidas em pó ou barras e que elas devem constituir a maior parte da sua dieta. Esses tipos de alimentos são convenientes para as pessoas que não têm muito tempo para se dedicar a uma dieta. O melhor é obter nutrientes através dos “alimentos reais”. Pesquisas mostram que o risco de doenças a longo prazo, tais como acidente vascular cerebral, diabetes, doenças do coração e câncer, é significativamente reduzida quando a maioria do consumo de proteína vem de alimentos naturais. Alguns exemplos são feijões, ervilhas, lentilhas, nozes, sementes, grãos e vegetais.

O corpo é mais capaz de utilizar a proteína quando é consumida em doses moderadas antes e também pós-treino. Quando a proteína é ingerida em pequenas quantidades, frequentes durante todo o dia, o corpo responde positivamente e faz um melhor proveito desse nutriente.

terça-feira, 24 de março de 2015

Como amarrar os sapatos


Bolhas, calos e rachaduras da pele são os piores inimigos de dançarinos. No sapateado, esses incômodos também aparecem devido ao atrito dos pés com os sapatos. A maioria das pessoas tenta sanar esse problema mudando as meias, colocando band-aid ou esparadrapo no local, mas tudo pode ser evitado através de técnicas de laçadas.
Existem diferentes maneiras de amarrar o sapato que ajudam a manter o pé no lugar, evitando a fricção e a pressão sobre determinadas áreas. Confira cada técnica para amarrar os sapatos e descubra qual é o melhor jeito para você se sentir mais confortável dançando.

*Pés normais
Boqueio total: A maneira tradicional, e mais usada, de amarrar sapatos. Ela evita o deslizamento dos pés e o atrito.
 

*Dorso dos pés alto
Manterá o pé preso no calçado e ao mesmo tempo deixará a região mais alta do dorso livre, evitando calos nessa área.


*Pés estreitos
Com essa técnica a região ficará mais justa, permitindo que o sapato caiba confortavelmente em um pé estreito.
 
 

*Sensação de dormência no dedão
Enlaçando o sapato desta forma, o material acima do seu dedão do pé será puxado para cima, deixando a região sem pressão.
Adicionar legenda
 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Controlando a ansiedade


 
Um espetáculo de dança não se faz do dia pra noite. São meses de preparação, envolvendo a parte coreográfica e cênica, para que o público vibre a cada salto, pirueta, solo das bailarinas e interpretação coletiva do corpo de baile. Com a proximidade do grande dia, um universo de tensões chega também. O medo e a ansiedade se misturam, e os alunos apresentam dificuldades na coordenação, maior dispêndio energético e até mesmo, um estreitamento do campo de atenção.
Fatores como o medo de errar, esquecer a sequência coreográfica e a presença da família e amigos na plateia, são os principais influenciadores negativos que afetam o desempenho físico e psicológico do bailarino.

Estudos apontam que o eixo hipotalâmico-pituitário, responsável pelo processo gerador da ansiedade, que regulariza também os sistemas digestivo e cardiovascular, o sono e o apetite, é afetado durante o período de maior tensão do bailarino, causando falta de equilíbrio, o alteração no humor e problemas no trato intestinal.

A natureza rítmica, os elementos expressivos, aspectos de dedicação, motivação, atenção e concentração são fundamentais para a boa formação de um bailarino e consequentemente para o seu bom desempenho. Portanto, antes da apresentação, cuide do seu corpo e da sua mente. Separamos algumas dicas para você controlar a ansiedade.

*Mesmo você estando acostumado com os ensaios na sala de aula, no palco será diferente. Por isso, é importante prestar atenção em todas as marcações feitas no Teatro para que você possa adquirir limpeza nos movimentos, mesmo que o palco seja um pouco maior;
*Decore em qual coxia você entra e sai. Assim ficará mais fácil iniciar ou finalizar as sequencias;

*No teatro há diversos elementos cenográficos, portanto nos ensaios gerais perceba onde cada parte do cenário estará montada, para não correr o risco de esbarrar em alguma coisa e tirar a sua concentração;
*Lembre-se: fique atento às suas expressões faciais. Se a coreografia é mais alegre, sorria, se ela for mais pesada, fique sério. Cuidado para não exagerar e alterar a performance. Você deve decidir como quer ser visto pelo público;

*Sempre tenha bons pensamentos antes de entrar no palco. Pensar em coisas ruins que podem acontecer durante a apresentação, deixa o bailarino ansioso e pode afetar o desempenho. Se tiver inseguro com algum passo, peça ajuda a seu professor ou algum colega;
*Antes de entrar em cena faça exercícios de relaxamento. Passe a coreografia mentalmente e finja que você já está no palco. Isso te dará mais confiança. Respire pausadamente;

*No dia anterior a apresentação durma cedo. Com o corpo descansado você raciocina melhor e evita a fadiga;
*Alimente-se bem. Faça refeições saudáveis, com comidas leves e sem gordura. Beba bastante água. Não pule refeições ou diminua a quantidade delas. Um bom bailarino precisa de energia para dançar;

Se tiver com dúvida do que levar para o teatro e como se preparar para a apresentação, clique aqui e aqui

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Cãibras musculares


 
Quando nos esforçamos demais, às vezes sentimos fisgadas em um músculo, que podem ser fortes e doloridas a ponto de interromper o exercício.  Essa dor é a cãibra, derivada de contrações musculares involuntárias, que podem ser causadas por desidratação, falta de sais minerais como potássio e sódio ou simplesmente fadiga. Um músculo precisa de energia para contrair e também para relaxar. No caso da cãibra, falta energia suficiente para relaxá-lo, e o músculo entra em contração prolongada.

Ao sentir cãibra, alongue e faça massagem no local
 
Durante a atividade física, não existe nenhum alimento ou suplemento milagroso que vai eliminar as cãibras instantaneamente.  Ao primeiro sinal da contração muscular, interrompa o exercício. Alongue e massageie o local afetado. Para se alongar durante uma cãibra é necessário puxar as fibras musculares no sentido oposto ao das contrações.  E a massagem gera calor, aumentando a irrigação e a circulação do sangue, acelerando a recuperação.

 
Os músculos mais sujeitos a cãibras, e que por isso devem receber atenção redobrada no alongamento, são as panturrilhas, plantas dos pés e quadríceps. Não existe um tratamento específico para essas contrações. Para evitar as cãibras, é importante tomar cuidado com a alimentação, através de uma dieta rica em glicose, sais minerais e principalmente potássio, e manter os músculos sempre bem alongados.
Outra dica é se preparar bem para atividades mais exigentes: comer, beber água o suficiente para suportar a carga extra do exercício e procurar respirar profunda e coordenadamente durante os treinos. Chegue mais cedo aos ensaios e alongue-se.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Bolhas: como tratar e prevenir?




Nada é mais incomodo em um pé de um bailarino quanto bolhas. Por mais que o aluno utilize proteções, elas às vezes são inevitáveis. E em época de espetáculo de final de ano, as bolhas costumam incomodar mais ainda.  Mas, afinal, como as bolhas são formadas? Elas surgem devido ao atrito da pele com a sapatilha, com a meia ou alguma poeirinha. O excesso de umidade, causado pelo suor,também pode ser outro fator para o surgimento delas.


A bolha é uma elevação da epiderme, a camada mais superficial da pele, e muitas vezes acompanha um acúmulo de líquido incolor, fluido, chamado de exsudato. Para evitar que elas surjam, evite usar sapatilhas e meias apertadas. Se você tem dúvidas de como escolher o tamanho ideal delas, confira algumas dicas de como compar as sapatilhas aqui e aqui, e a meia -calça aqui.
Outro ponto importante é proteger os locais sensíveis do pé com esparadrapo e vaselina. Existem também protetores especiais para os dedos, feitos de silicone e espuma, à venda em lojas de podologia, que ajudam a blindar  a região.


Mesmo você seguindo essas dicas as bolhas surgirem, o melhor a ser feito, ao chegar em casa, é colocar os pés para descansar. Faça o sangue circular com um escalda-pés e passe no local afetado um antisséptico à base de iodo.  Lembre-se: nunca estoure a bolha.  Assim você evita infecções e de deixar o pé ainda mais dolorido. E antes de ensaiar, limpe e proteja a área afetada com o antisséptico e esparadrapo com óxido de zinco e gaze. Certifique-se que o curativo estará bem preso, assim você evita de causar mais atrito e estourar a bolha.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Evitando as dores depois de dançar


 

Com o número de horas de treino aumentado devido à aproximação do espetáculo de final de ano, algumas dores musculares podem surgir. Muitas pessoas acham que essas dores são um bom sinal e é sinônimo de treino bem sucedido. Após um ensaio intenso, a dor que aparece nos músculos que são menos trabalhados é consequência, porém se o desconforto for algo que atrapalhe a sua rotina, você deve prestar bastante atenção nela. Geralmente, essa sensação de dor aparece horas depois do exercício em resposta ao treino intenso, sem um bom aquecimento e alongamento.
Com o excesso de exercício, ou a falta de prática, lesões são criadas nas fibras musculares. Estas microlesões avisam ao sistema imunológico que glóbulos brancos devem ser liberados para que a fibra se recupere.

Para minimizar essas dores, daremos algumas dicas para vocês.

Alongamentos
 Para evitar o desconforto após às aulas e ensaios, faça um bom alongamento antes e depois do exercício. Esse “remédio” deve ser aplicado de forma suave e lenta, pois aumenta a circulação da região afetada e melhora a sua recuperação.


Alimentação

Procure se alimentar bem. Coma frutas e esteja sempre bem hidratado. Não deixe de beber água, ou até mesmo sucos ou água de coco. Com uma alimentação balanceada, os seus músculos serão fortes o suficiente e evitará a quebra de fibras, o que causam lesões.
DescansoDurante o ensaio faça pausas entre uma coreografia e outra. Elas são essenciais para restaurar a frequência cardíaca e o organismo se recuperar. Com os músculos cansados você pode ter câimbras, contratura muscular e, principalmente, as dores no dia seguinte. 


Gelo
Aplique gelo na região dolorida durante 10 minutos. A baixa temperatura alivia a sensação de dor, pois possui propriedades analgésicas e ajuda a diminuir a inflamação muscular.



Medicamentos
O uso de analgésicos e anti-inflamatórios deve ser feito se o gelo não conseguir sanar esse desconforto. Porém, apenas um profissional especializado pode indicar qual é o melhor medicamento para reduzir as dores musculares.   
Massagem
Massagear a região com dor pode ajudar a aumentar a circulação sanguínea, diminuída por causa da inflamação dos músculos. A massagem de forma lenta e leve favorece a sua recuperação. Porém, se durante a massagem a dor aumentar de forma insuportável, ou se ela durar por mais de 5 dias, você deve procurar um médico para aliviar o seu problema.  

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

En dehor e en dedan


Foto: Acervo Cubos / Felippe Araujo


Uma das coisas que preocupam um bailarino no início das aulas de balé é como melhorar sua técnica e suas habilidades, sem confundir o en dehor e en dedan.  Traduzido do francês, en dehors significa “para fora”, e seu oposto, en dedans, significa “para dentro”.  
O conceito de en dehors e en dedan surgiu da necessidade dos bailarinos que se apresentavam em  palco no estilo italiano (com o público sentando-se à frente aos bailarinos, e não ao redor, como nos grandes salões da corte) em não dançar de costas ou mesmo de lado para o público. Então, a alternativa foi virar as pontas dos pés para fora.

Em um post anterior, já demos algumas dicas de como melhorar o en dehor. Agora, daremos o conceito desse trabalho de rotação das pernas. Lembre-se que en dedan e en dehor são movimentos e não posições na dança.




En dehors

Na dança, este termo significa para fora.  Para iniciar esse movimento, o bailarino deve imaginar que ele quer levar a perna para longe do membro de apoio. Para facilitar, imagine que você quer executar um rond de jambe à terre (no chão). Com a ponta do seu dedo do pé, você criará um semi-círculo no chão, que, em en dehors, o traço será a partir da frente do corpo para a parte de trás . 

 
 
En dedans

Como em tudo na vida existem os opostos, na dança também tem. Se você quer fazer um movimento contrário ao en dehor, isso significa que você se movimentará em en dedans. Basta inverter o conceito acima, que você terá o conceito de en dedans. Significando para dentro,  você deve imaginar que a sua perna irá de encontro ao membro de apoio. Para executar um  rond de jambe à terre, o dedo do pé começará da parte de trás (ou por trás do corpo) e fará um caminho circular para a frente. 


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Postura neutra na dança


Foto: Reprodução / Dança para vida
 
Uma dança de qualidade começa com uma boa postura que adquirimos através do alongamento axial.  Esse termo refere-se a melhor mobilidade da coluna e a diminuição das compressões nos discos para manter a coluna ereta. Com a ausência deste crescimento do corpo, o resultado é muita dor nas costas proveniente da má postura.
 
 

Para criar esse espaço intra-articular e descomprimir os discos, é preciso ter controle de centro, ativando os músculos estabilizadores do tronco, junto à respiração, atentando para as quatro curvaturas da coluna vertebral que desempenham importante papel na postura corporal e no alinhamento. Esta ativação dos músculos estabilizadores, a conexão entre o diafragma, transverso do abdome e assoalho pélvico, o afunilamento das costelas na expiração forçada e a ativação do transverso do abdome proporcionam o alongamento axial.

A imagem a esquerda da tela mostra uma pessoa com má postura.
 
Todo aluno de dança já ouviu seu professor falar “imagine que um fio preso ao topo de sua cabeça está te puxando para o teto". Essa é a sensação que o alongamento axial proporciona. Somente através de um bom alongamento sentido crânio-caudal que as articulações se manterão saudáveis.
Infelizmente, manter esta posição natural da coluna, em especial da região lombar, não é uma tarefa fácil. É preciso muita consciência corporal e esforço. Mas dançar com alongamento axial, mantendo as curvaturas naturais da coluna, gera menos estresse nos discos intervertebrais e nas vértebras.
 
 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Como o bailarino usa a sua memória


Foto: Acervo Cubos / Felippe Araujo

O treino de um bailarino deve ser baseado na preparação da execução dos movimentos e na memorização das sequências coreográficas. Ter uma boa memória é importante para a aprendizagem na dança, pois só assim o aluno consegue registar, armazenar e manipular as informações que criam interações entre o mundo externo e o cérebro.
O autor e especialista em dança Nikolai Tarasov, afirma que a memória na dança é dividida em três segmentos:

Memória Auditiva
Através do trabalho falado e musical que o bailarino conseguirá dançar em ritmo contínuo e seguir as orientações de como executar os movimentos ensinado oralmente pelo professor;

Memória Visual
A partir das demonstrações realizadas pelo professor, de modo lento e sistemático, que o aluno consegue interpretar o movimento e executar da maneira como lhe é entendida;

Memória Motora (reflexos)
O bailarino deve aprender a técnica de forma precisa, para que os erros não façam parte da sua rotina. Ao aprender algo de forma errada, é mais difícil corrigi-la. Por isso a memória motora deve ser fortalecida através de exercícios executados repetidamente.

A aluna Samara Lima visualiza atentamente as
explicações do professor Rodolpho Sandes
Foto: Acervo Cubos

Para a dança, existe uma explicação de como o cérebro age no momento em que estamos aprendendo uma coreografia. São os seguintes passos:
1- O aluno inicia o processo de captura da informação gestual dada pelo professor;

2- O bailarino buscará os movimentos armazenados no seu repertório motor;

3- A memória irá selecionar as informações mais próximas para resolver o problema apresentado;
4- A reprodução será maior e melhor mediante a integração de sua capacidade de armazenamento e o timming de reprodução.

Portanto, para dançar bem o aluno deve aperfeiçoar a sua memória e prestar bastante atenção nas explicações dadas pelo professor.
Foto: Acervo Cubos
 
 
*Fonte: "Projeto- A importância da psicomotricidade na iniciação do ballet clássico", de Daniele Soares

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Como melhorar o en dehors


Foto: Reprodução /  Blog Life Dance

En dehors. Uma pequena frase que os bailarinos aprendem logo nos primeiros anos de estudo clássico e muitos ainda sofrem com esse movimento. Criado para dar mais estabilidade ao artista, já que os figurinos utilizados em 1530 eram muito pesados, o en dehors significa “para fora”. Anatomicamente falando, é uma rotação externa do fêmur na fossa do acetábulo, auxiliado pelos músculos do obturador interno, obturador externo, piriforme, quadrado femoral, gêmeo inferior e gêmeo superior.

Normalmente, uma pessoa possui um en dehors de 40 a 50 graus em cada uma das articulações femorais, o que soma um ângulo de 80 a 100 graus. Mas, se colocarmos um bailarino na 1ª posição, seus pés podem atingir 180º.
Mesmos os pés sendo uma peça importante para o movimento, eles não devem comandar essa ação. Ao fazer um en dehors, o aluno deve estar atento à mus­cu­la­tura, man­tendo uma con­tra­ção cons­tante (iso­mé­trica) dos mús­cu­los já mencionados, per­ti­nen­tes ao tra­ba­lho. A rotação dos pés sempre acompanha a rotação dos joelhos, consequentemente a da articulação coxofemoral, para que não ocorram compensações de peso como: curvatura acentuada em região lombar (hiperlordose), deslocamento da pelve anterior ou anteriorizaçao das costelas.


Para conseguir uma maior rotação é preciso treinar. Porém, nem todos os alunos conseguirão chegar ao tão sonhado ângulo de 180 graus. O estudante de balé deve entender que cada corpo possui um limite e é importante respeitá-lo. Ao forçar as limitações dos membros, as lesões aparecem na musculatura de quadríceps, rotadores e abdutores.
Confira no vídeo abaixo alguns exercícios de fortalecimento da musculatura:

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Exercício para um bom developpé



É comum encontrar muitos bailarinos que possuem flexibilidade, mas na hora de sustentarem uma perna, especialmente ao fazer um développé, acham muito difícil elevar e mantê-la no ar. Assim como em qualquer passo, somente com prática é que o aluno obterá um resultado satisfatório.
O segredo para um bom developpé são os músculos do quadril. Se você apenas “jogar” a perna para o ar, usando as coxas como guias, o resultado será o ganho de coxas volumosas. O exercício a seguir fará com que você trabalhe os músculos necessários para ter uma boa elevação de perna.

Ao praticar o développé com o exercício indicado no vídeo, os músculos vão aprender a controlar a perna muito mais fácil. Então, quando você praticar em pé, tudo ficará mais simples.
*Deite-se de costas, com as pernas estendidas e as mãos nos quadris.

*Lentamente, com o pé flexionado, puxe-o para cima, fazendo o passe;  

*Certifique-se de que os quadris estão encaixados. Cuidado para não sair dessa posição;

*Eleve a perna como em um développé e procure trabalhar no controle do movimento a partir do quadril;

*Ainda nessa posição, gire a perna para dentro e para fora;

*Volte para a primeira posição lentamente e  repita o processo com a outra perna.


 



*Vídeo tirado do site The ballet blog

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Força nas costas

Foto: Reprodução / Anselmo Rezende
Dançar não é simplesmente executar passos em sequencia. O bailarino precisa ter técnica, equilíbrio e curtir a música. É importante saber como um exercício deve ser feito para que não haja consequências ao seu corpo. O segredo para fazer os movimentos com graça e elegância, é ter segurança e força nas costas.

Quem não deseja ter um belo attitude derriére, um lindo arabesque ou um cambré invejável? Se engana quem pensa que para conseguir esses movimentos perfeitamente precisa apenas de uma coluna alongada. É necessário que o bailarino possua força. Para sustentar a perna em derriére, por exemplo, o aluno deve fazer mais força nas costas, do que nas próprias pernas.  Por isso é necessário ter esse fortalecimento, junto ao alongamento.
 
Foto: Acervo Centro Cubos
Os exercícios para fortalecer as costas devem ser realizados diariamente, pois são essenciais para manter uma boa postura e os músculos flexíveis. Com a prática, o bailarino aumenta a força, a elasticidade e a resistência do músculo ao redor da coluna, permitindo que ela tenha força suficiente para executar os movimentos.

 
Estudos comprovam que para a estabilidade do bailarino, ele deve ter a percepção da porção estreita das costas localizada precisamente na região da 5ª vértebra lombar. Ao trabalhar essa área, pequenos músculos serão desenvolvidos, ajudando no equilíbrio. Para ativá-los, é preciso sentir essa região sendo “puxada para cima” e, ao mesmo tempo, manter os ombros relaxados.
 
Com as costas fortalecidas, o bailarino terá uma perfeita execução tanto nos movimentos da barra, como nos de centro, além da estabilidade nos saltos e passos na ponta. Confira esse exercício muito simples e que pode ser feito sempre antes das aulas.
 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Gravidez e Balé


Foto: Reprodução / Instagram

Antigamente, fazer exercícios durante a gravidez era considerado tabu. As mulheres eram incentivadas a ficar em pé o mínimo possível, proporcionando o sedentarismo.  Hoje, a atividade física é recomendada para as gestantes, pois há benefício tanto para a mãe quanto para o bebê.
A prática regular de exercícios físicos na gestação traz resultados positivos. A mulher que se exercita se sentirá melhor em todos os sentidos. As atividades promovem o tônus muscular, a força e a resistência. A mamãe terá maior controle do peso, reduzirá a tendência à formação de varizes, aumentará a resistência cardiorespiratória e a resistência muscular, o que ajuda durante o trabalho de parto (principalmente no parto normal) e também melhorará a postura, causada pela inclinação anterior do quadril, através do fortalecimento dos músculos das costas, peito, ombros, barriga e nádegas. Os exercícios também melhoram a circulação sanguínea, reduzindo o inchaço e as cãibras nas pernas.
 
Foto: Reprodução / Instagram
 
Sabendo de todos esses benefícios, a bailarina e instrutora Mary Helen Bowers continuou a praticar o balé clássico diariamente. Estudante de balé desde os 15 anos, se tornou profissional aos 16 e nunca mais parou de dançar. Ao descobrir a gravidez, Mary percebeu que precisava preparar o seu corpo para carregar o peso extra e encontrou no balé a saída perfeita.
Mary Helen dançou até os nove meses e toda a sua rotina foi acompanha pelo seu obstetra. Ao final da gestação, a bailarina comprovou que manter o corpo em movimento ajudou a aliviar o desconforto causado pelas dores nas costas e inchaço.

Foto: Reprodução / Instagram
Famosa por treinar Natalie Portman, para o filme Cisne Negro, e por ser professora das Angels, modelos da marca Victoria’s Secret, Mary chamou mais atenção após compartilhar fotos dos seus ensaios nas redes sociais. A bailarina afirma que ouviu muita crítica negativa, porém as palavras de positivas a incentivaram a criar um método de aulas de balé especialmente para as mulheres grávidas.
E como em qualquer gravidez feliz e saudável, a de Bowers chegou ao fim com o nascimento de um lindo bebê no dia 26 de dezembro do ano passado.


Foto: Reprodução / Instagram


Outras bailarinas também continuaram a dançar, mesmo com uma rotina pesada de uma companhia de balé. Confira quais as profissionais que conciliaram o balé a gravidez.
 

Alessandra Ferri - American Ballet Theatre
Jennifer Kronenberg - Miami City Ballet


 

Laura Tong - Australian Ballet


Sara Webb -  Houston Ballet

(As atividades variam de acordo com o período da gestação. Lembramos que antes de iniciar qualquer atividade física, você deve consultar o seu médico e seguir as orientações do profissional)


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Sem perder o ritmo nas férias


E chegaram as férias. Para quem está na escola ou na faculdade, esse é o período de acordar mais tarde. Quem está trabalhando e só está em recesso do balé, aproveita o horário da aula para visitar amigos, sair... Em ambos os casos, todo mundo deixa de se alongar e ainda por cima, exagera no refrigerante e nas comidas pesadas.

Nosso corpo não sabe qual o significado de “férias” e ao parar o treinamento, ele regride. Então, para não perder o condicionamento físico adquirido em meses de aula, confira algumas dicas de como manter a forma durante essa pausa.

* Nas festas juninas evite alimentos pesados e coma o suficiente para cessar a fome;
* Hidrate o seu corpo. Ao saciar a sua sede com água, o seu corpo não terá o desejo de consumir refrigerantes e outras bebidas cheias de açúcar;

* Faça um curso de férias. Além de ser uma ótima oportunidade para você aperfeiçoar a sua técnica, você conhece novas pessoas e não deixa seu corpo parado. Em breve divulgaremos a nossa programação;

* Separe um horário especifico para fazer alguns exercícios de alongamento. Borboleta, movimentos de rotação de braço, entre outros mais leves, podem ser feitos sem supervisão. Você pode executar essa série do vídeo abaixo;

* Execute os movimentos lentamente e respeite o limite do seu corpo. Por estar sem supervisão do seu professor, sua atenção deve ser dobrada e só faça aquilo que o seu corpo permitir. Você vai querer perder as suas férias por causa de uma lesão.



quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fortalecendo os pés

Foto: Reprodução / Wiki How

Muitas vezes achamos que os pés dos bailarinos profissionais possuem uma curvatura desumana e dão um equilíbrio invejável. Para alcançar esse “arco” no pé e equilíbrio, esses profissionais passaram anos fortalecendo a região abaixo do tornozelo. Além de dar força, alguns exercícios estimulam os músculos e articulações solicitados, reduzindo o risco de lesões.
No vídeo abaixo, temos uma série de exercícios que irão melhorar a força e flexibilidade nos pés, resultando em importantes avanços para o equilíbrio e postura para dançar. Essas sequências devem ser feitas antes de iniciar a aula. O Centro Cubos de Cultura e Artes possui todos esses equipamentos e nossos alunos sempre fazem esses exercícios com a supervisão de um professor, nunca sozinhos em casa.

É importante ressaltar que para um resultado positivo, o aluno deve fazer os exercícios frequentemente e lentamente.


 
 
 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Corrente do Bem: Bailarinos sergipanos se unem a campanha para ajudar Marina


 
Você já deve ter ouvido falar da campanha para ajudar a pequena Marina Calasans do Nascimento a conseguir um valor para uma cirurgia que salvará a sua vida. O bebê tem a síndrome do intestino ultracurto e precisa de um transplante. O procedimento cirúrgico e o acompanhamento custam cerca de R$ 2 milhões e é realizado nos Estados Unidos.
Marina está internada no Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, e de lá, a sua mãe, Luiza Stella Correia, posta fotos e conta como é o dia a dia da criança. Por ter apenas 5cm de intestino delgado, o bebê se alimenta por um cateter ligado direto ao coração, o que afeta o fígado e causa infecções. A alimentação acontece por sonda, pela qual recebe leite por gotejamento. Ela precisa chegar aos 8 quilos para fazer o transplante.

Para reverter esse quadro, a sua família iniciou uma campanha que logo ganhou repercussão nacional ao ser apoiada por famosos como Ivete Sangalo, Tatá Werneck, Bruna Marquezine, Danilo Gentilli, Claudia Leitte, Luciano Huck, Angélica, Gisele Bündchen, entre outros.
A “corrente do bem”, como a campanha ficou conhecida, também conta com o apoio da cena cultural sergipana. Nessa quinta, dia 29 de maio, serão realizadas duas sessões, a primeira às 18h e a segunda às 20h, com apresentações de artistas de dança locais, no Teatro Atheneu. E o Centro Cubos de Cultura e Artes estará presente.

Participe desse ato de solidariedade. Os ingressos custam apenas R$20 e já estão à venda na bilheteria do Teatro. Toda a renda arrecadada será doada a Marina.