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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Pronada ou Supinada? Bailarino, cuidado com a pisada





Subir nos dedos do pé, ou ficar na ponta de uma sapatilha, pode ser confuso e assustador. Será que vou cair? Isso é seguro? Todo bailarino deve ser treinado para construir gradualmente a força para conseguir se equilibrar na ponta. Em qualquer modalidade, colocamos o peso de todo o corpo sobre os pés, dedos e tornozelos. Não só os dançarinos precisam de força na parte inferior do corpo, mas eles precisam de núcleos fortes para manter a postura correta e distribuir uniformemente a carga corporal - a má postura pode colocar pressão indevida sobre as articulações que suportam peso.

Porém, pequenas alterações da anatomia humana podem influenciar na maneira como você dança. A primeira é que um dançarino pode ter pés pronados ou supinados. A melhor maneira de verificar isso é fincar o pé no chão e olhar seus tornozelos por trás – há uma rotação para dentro ou fora?

Se há uma rotação interna excessiva do pé e do tornozelo, ele é pronado. Desta forma, mais tensão é posta na estrutura do pé, o que pode desalinhar o tornozelo, os joelhos e os quadris. A pronação desperdiça energia, aumentando o risco de dores na canela e articulações, ou até mesmo lesões.



 A supinação é o oposto da pronação e descreve uma situação em que o pé rola para o lado de fora. Neste caso, as forças durante o ciclo da pisada não são distribuídas igualmente pelo pé, que possui o arco alto e não tem sua mobilidade afetada. O peso do corpo fica nos dedos de fora, o que pode gerar lesões, principalmente nos joelhos, pés e nas costas.

Os professores de dança percebem a pronação do tarso, quando os alunos estão de pé, pois os ossos no interior do pé são maiores e mais pesados ​​do que os de fora. A gravidade tem uma tendência para puxar o pé em pronação se os músculos usados ​​para levantar o arco não são treinados para fazê-lo. Supinação é mais comum quando dançarinos estão fazendo ponta ou em relevé (en pointe ou demi-pointe) porque não há mais flexibilidade nos músculos e tendões do lado de fora do pé. Ao tentar subir para a meia-ponta, alguns dançarinos, que possuem uma gama limitada de movimento, irão empurrar para além do seu limite.

Corrigindo a questões de alinhamento

É preciso manter o alinhamento neutro e torná-lo um hábito. Isso leva tempo, diligência e dança consciente. Alguns bailarinos fazem ponta com tanta força que ele coloca o pé em uma “posição de foice”. Nessa hora, é preciso relaxar os músculos da perna e suavemente reposicionar seu pé na colocação adequada.

Manter o alinhamento correto no pé enquanto dança é muito importante. Problemas na parte inferior do corpo causam lesões nos joelhos, quadris, costas, entre outros membros. Bailarinos devem mover-se com a consciência do que o seu corpo está fazendo, e uma grande parte do que é o entendimento da função e terminologia de certos ossos e músculos. Converse com o seu professor para aprender mais exercícios e melhorar a sua postura. Caso você sinta dor ou outro tipo de incomodo, procure um fisioterapeuta ou ortopedista.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Evitando as queimaduras nos pés na Dança Contemporânea


Dançar com os pés descalços é uma característica na dança contemporânea. Os fundadores da modalidade escolheram se mover sem sapatilhas porque refletia valores fundamentais, como a conexão com o corpo e representação de emoções. Esse também foi um ato de desafio durante uma época em que era escandaloso para uma mulher mostrar os tornozelos, e muito menos seus pés nus.  Além disso, ter os pés livres fez a dança contemporânea se distinguir do balé.  

Atualmente, dançar com os pés descalços não é exatamente um ato de rebeldia, mas qualquer um que já tenha dançado sem sapatilhas sabe que há riscos de ter queimaduras. Então, se você é um dançarino de pés descalços (ou pretende ser), aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a cuidar de seus pés fantasticamente sem adornos.

Queimaduras
A dança contemporânea utiliza muito o chão como base para o seu trabalho. Além dos rolamentos, várias partes do corpo são arrastadas pelo piso das academias e palcos. Com isso, queimaduras nos tornozelos e pés dos dançarinos são comuns. Então é um pouco difícil tentar evitar esses ferimentos quando você não usa sapatilhas, mas é possível minimizar essas lesões. É importante saber que queimadura deve ser tratada com uma pomada específica e cobrir com um curativo para reduzir a chance de infecção e bactérias. Você pode aliviar a dor a ferida com água fria. Evite colocar gelo ou loções, pois a queimadura pode piorar.

Cuide dos seus pés com carinho
Não há dúvida de que a vida de bailarinos com os pés descalços é difícil.  Certifique-se de dar aos seus pés um cuidado constante, e não lembrar deles apenas quando ocorre alguma queimadura. Aqui estão três maneiras de prevenir lesões:

*Preste atenção em como o seu professor passa a técnica. Certamente as queimaduras não fazem mais parte da rotina dele. Observe o alinhamento dos pés e tornozelos durante cada sequencia. Isso ajuda a evitar que o atrito com o chão cause alguma lesão;

*Faça um check-in. Tire um tempo para olhar mais os seus pés diariamente e procurar eventuais problemas. Uma ótima maneira é durante uma massagem. Use as mãos para detectar ferimentos ou dores no seu companheiro de dança;
*Faça um “escalda-pés” utilizando hidratantes, principalmente se eles estão cansados ou doloridos depois de uma aula. Procure cremes com consistência mais densa, espessa e bastante oleosos. O ideal é optar pelos produtos que possuam lanolina ou vaselina em sua formula. 

terça-feira, 21 de abril de 2015

Dançar com sapatilha de ponta dói?


Foto: Filippe Araujo
Alunas de balé que iniciarão as atividades nas sapatilhas de ponta estão sempre animadas. Elas assistiam suas bailarinas favoritas ou observavam outras colegas dançando nas pontas e sempre ansiaram por esse dia. Depois de muitas aulas, o seu professor fala que você pode comprar sua sapatilha. Costurar as fitas e elásticos nunca pareceu tão animador. E então, o bendito dia da primeira aula com as pontas inicia, e ao subir pela primeira vez...ai!
Talvez dançar nas pontas não seja tão fácil e delicado como você imaginava. Em vez disso, você se sente desconfortável. Essa sensação é comum para as bailarinas iniciantes nas pontas, mas não deve ser algo desanimador. Esse desconforto de estar em cima dos seus dedos se tornará mais ameno, já que, durante as aulas, você aprenderá a fazer a transição mais fácil e menos dolorosa, através de exercícios de fortalecimento dos pés.

Saber que isso é normal e ocorre a todos pode ser reconfortante. Há também algumas coisas que as bailarinas podem fazer para tornar o seu tempo nas pontas mais confortáveis e por sua vez, mais agradáveis.
A importância em ter fortes músculos abdominais para o trabalho de pontas deve ser salientada. Por ser um núcleo de força, vai ajudar as bailarinas a terem uma colocação apropriada do corpo, enquanto a flexibilidade no tornozelo e do pé deve ser construída antes e durante o treino. Assim a aluna terá uma técnica limpa, além de diminuir a dor.

Outro detalhe crucial é o cuidado com os pés. Já escrevemos artigos com dicas de protetores e, como evitar e cuidar dos calos. As bailarinas também devem arejar suas sapatilhas de ponta entre as aulas. Isso evitará fungos e bactérias, ajudando a diminuir a dor desnecessária.
Dor não é bom! Ela significa que algo está errado e você deve ouvir seu corpo. Durante as aulas, a pressão sobre os dedos dos pés deve ser mínima e não dolorosa, e por um curto período de tempo. Portanto, se o incomodo persistir, converse com seu professor para descobrir o que há de errado. A alegria de flutuar pelo palco com beleza e graça deve superar a "dor" de usar sapatilhas de ponta. Não desista!

Leia também:

Como comprar as sapatilhas de ponta

Como tratar e prevenir bolhas

Cuidados com os pés

terça-feira, 24 de março de 2015

Como amarrar os sapatos


Bolhas, calos e rachaduras da pele são os piores inimigos de dançarinos. No sapateado, esses incômodos também aparecem devido ao atrito dos pés com os sapatos. A maioria das pessoas tenta sanar esse problema mudando as meias, colocando band-aid ou esparadrapo no local, mas tudo pode ser evitado através de técnicas de laçadas.
Existem diferentes maneiras de amarrar o sapato que ajudam a manter o pé no lugar, evitando a fricção e a pressão sobre determinadas áreas. Confira cada técnica para amarrar os sapatos e descubra qual é o melhor jeito para você se sentir mais confortável dançando.

*Pés normais
Boqueio total: A maneira tradicional, e mais usada, de amarrar sapatos. Ela evita o deslizamento dos pés e o atrito.
 

*Dorso dos pés alto
Manterá o pé preso no calçado e ao mesmo tempo deixará a região mais alta do dorso livre, evitando calos nessa área.


*Pés estreitos
Com essa técnica a região ficará mais justa, permitindo que o sapato caiba confortavelmente em um pé estreito.
 
 

*Sensação de dormência no dedão
Enlaçando o sapato desta forma, o material acima do seu dedão do pé será puxado para cima, deixando a região sem pressão.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

10 mitos sobre o trabalho nas pontas dos pés

Foto: Filippe Araujo

A maioria das bailarinas sonham em, um dia, dançar nas pontas. O brilho e toda a graciosidade que as sapatilhas de ponta possuem, encantam a todos, desde quem a usa até os espectadores. Porém, os mitos e equívocos sobre o trabalho de pontas podem assustar os mais apaixonados bailarinos, e transformar um lindo sonho em pesadelo, devido ao medo dos "problemas" causados por elas. Aqui, esclarecemos 10 mentiras sobre o uso das pontas e contamos a verdade.
 
1. As sapatilhas de ponta são feitas de madeira ou cerâmica.
A VERDADE: É fato que elas são duras, mas sapatilhas de ponta, certamente, não são feitas de madeira. Seria muito desconfortável para uma bailarina dançar na ponta dos pés em sapatilhas de madeira! Sapatilhas de ponta são geralmente feitas à mão, usando muitos materiais - camadas de tecido e papel especialmente formulado, cobertos de cetim, com uma haste de apoio. Quando a massa seca, torna-se dura, fornecendo apoio. Por mais rígidas que elas sejam, no entanto, elas são mais flexíveis do que a madeira, permitindo que os seus pés façam movimentos para cima e para baixo, o tempo todo. Clique aqui para entender como é feita uma sapatilha de ponta.


2. Assim que eu completar 12 anos, eu estou pronta para as pontas.
A VERDADE: Não há uma idade padrão para se iniciar o trabalho nas pontas.  Depende inteiramente de força, técnica, frequência de estudo, controle do eixo e de um professor capacitado. Especialistas em dança, tanto na área médica quanto em balé, afirmam que o ideal é que a estrutura óssea da bailarina já esteja formada, assim, os pés não sofrerão lesões permanentes, como um joanete, por exemplo. Por isso, procure uma escola onde os professores são capacitados para identificar quando o aluno já está pronto para iniciar os estudos nas pontas. Desconfie do professor que pede para você comprar as sapatilhas de pontas antes mesmo de você conseguir se sustentar em relevé! Para usar sapatilha de ponta você tem que ter muita força e preparação, pois a negligencia pode levar a um machucado muito sério.
3. A sapatilha da minha amiga ou da minha dançarina favorita também é perfeita  para mim.
A VERDADE: O seu tipo de sapatilha de ponta é uma decisão muito individual. O corpo e os pés de cada bailarino têm necessidades diferentes. É melhor você pesquisar primeiro os modelos disponíveis no mercado e experimentar cada uma. Assim, você achará a sapatilha de ponta mais confortável para a sua dança. Clique aqui para aprender a comprar uma sapatilha de ponta.

4. Pés de bailarinas são feios, pois o trabalho nas pontas danifica os dedos dos pés.
A VERDADE: Esse mito se criou devido a bailarinas mais velhas aparecerem com os pés todo machucados. Antigamente, as sapatilhas tinham um design mais “bruto” e as bailarinas não tinham artefatos para proteger os pés. Atualmente as sapatilhas estão sendo confeccionadas para proporcionar mais conforto e não causar danos a quem usa. Além de existir muitos adereços para você cobrir os seus pés e dançar sem sofrimento. Você pode pensar: “Eu conheço uma pessoa que faz balé atualmente e seus pés são muito feios”. Como foi explicado no tópico anterior,é preciso tomar cuidado com a preparação para as pontas. Às vezes, joanetes são hereditários e a bailarina terá de qualquer jeito.  A questão discutida aqui é sobre como cuidar de seus pés para evitar protuberâncias e bolhas. Em alguns casos, esses problemas são causados por sapatilhas de ponta pequenas ou muito grandes, alinhamento impróprio nas pontas, falta de higiene com os pés,entre outras causa. Clique aqui para conhecer protetores para os pés.
5. Os homens não podem dançar nas pontas.
A VERDADE: Enquanto o trabalho de pontas foi originalmente deixado para o sexo feminino, hoje em dia muitos homens dançam nas pontas. Grandes companhias como Les Ballets Trockadero de Monte Carlo, Les Ballets Grandiva e Les Ballets Eloelle, possuem bailarinos exclusivamente masculinos que realizam trabalhos nas pontas.


6. Uma vez que você tenha feito aulas nas pontas, você pode ficar em pé, sem as sapatilhas de ponta.
A VERDADE: As sapatilhas de ponta são projetadas especificamente para envolver os dedos e apoiar o pé quando a bailarina está na ponta. Não é aconselhável fazer isso utilizando qualquer outro sapato (ou descalça) que não é especialmente concebido para apoiá-la nessa posição.

7. Um par de sapatilhas de ponta dura todo o ano.
A VERDADE: A duração do par de sapatilhas varia de acordo com o modelo e marca. Ela também será diferente para cada bailarino, pois deve-se levar em consideração a quantidade de horas semanais que se utiliza a sapatilha. 

 8. As sapatilhas de ponta são muito duras, então posso usá-las sem as fitas e o elástico.
A VERDADE: As fitas e o elástico servem para ajustar a sapatilha junto aos seu pé, fornecendo apoio ao tornozelo quando você está nas pontas. Assim o seu calcanhar não “vira” e evita que tenha uma lesão.

9. Dançar nas pontas parece ser tão fácil.
A VERDADE: As bailarinas profissionais podem fazer o trabalho nas pontas parecer fácil, mas elas estão fazendo isso há anos e trabalham duro diariamente para aperfeiçoar sua arte. 

10. Qualquer pessoa pode subir nas pontas, pois a sapatilha é dura e fará com que ela fique na ponta de pé sem dificuldade.  
A VERDADE: Por mais que as sapatilhas de ponta sejam feitas para apoiar e envolver os dedos dos pés, e as fitas são usadas para segurar o tornozelo, elas não possuem um dispositivo mágico que irá mantê-la reta sem esforço. É preciso muita força, muito o trabalho de eixo e técnica para usar as sapatilhas. Dançar nas pontas é a recompensa final para bailarinas que trabalham duro durante as aulas. Clique aqui para aprender exercícios para fortalecer os pés.

 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Problemas durante a apresentação


O objetivo de todos, aluno ou professor, é de arrasar no espetáculo de final de ano. Porém, ao entrar em cena, o nervosismo pode atrapalhar a técnica. Selecionamos alguns problemas que são facilmente detectados nos palcos e que tiram a beleza da coreografia. Mas não se preocupe, eles têm solução!

1- Corpo desalinhado

Todo bailarino deve estar bem alinhado. Os braços, pernas, pescoço e cabeça precisam ser utilizados corretamente. É comum, ao parar durante a coreografia, o aluno ficar corcunda e curvar os ombros ou arquear a coluna ao abrir a caixa torácica. Lembre-se, o abdômen não pode ser um ponto de relaxamento para o corpo. Os músculos abdominais devem ficar sempre contraídos e para cima, e os ombros apontados para baixo e para trás, com o queixo levemente levantado. Assim, o corpo é capaz de se movimentar completamente através dos braços e das pernas. Aprenda a ter uma boa postura aqui.
 
A imagem da direita mostra a postura errada.
 À esquerda, vemos qual a maneira correta de manter a coluna.


2-Pés tensos ou frouxos

A fim de deixar os pés bem esticados, muitos alunos apertam ou contraem os dedos do pé. Os dedos cerrados atrapalham a articulação e podem lesionar os ossos e os tendões. Para evitar essa tensão, os bailarinos devem esticar os tendões dos dedos e sempre fazer um alongamento antes da apresentação. A theraband é um bom aliado. Veja exercícios para fortalecer os pés aqui.
Outro hábito comum entre os alunos é o de apoiar os pés no chão e deixar os tornozelos soltos. Isso acontece quando o bailarino busca um alinhamento de pé perfeito e coloca pressão nos dedos e arco, jogando todo o peso do corpo em cima dele. Além de causar uma lesão nos tendões, a sua perna de base acaba sendo a errada, limitando os movimentos. É importante lembrar que uma boa curvatura de pé só aparece através de exercícos, e não da pressão nos tornozelos ou pés.
 
Maneira errada de manter o pé.
Jeito correto de apoiar o pé sem fazer pressão







3- Tensão no corpo 

Devido ao nervosismo por se apresentar para familiares e amigos, o bailarino pode dançar ou mover-se com os músculos contraídos.  Essa tensão no corpo afeta o equilíbrio impossibilitando a sua movimentação, deixando a coreografia “robotizada”, dura. A melhor maneira de aliviar a tensão é de manter uma respiração rítmica, acompanhando a música. Isto impedirá que os músculos fiquem tensos. Confira como a respiração é importante para a dança aqui.


4-Falta de concentração 

Durante a apresentação, um bailarino pode perder a atenção na coreografia. Isso acontece quando ele não está pensando na execução dos passos. Estar totalmente presente, concentrado e atento permite que o bailarino não perca a concentração caso a plateia ou coxia faça barulho ou se o colega de palco errar um passo. Estar focado é ter a certeza de que tudo sairá como o planejado. Entenda qual a maneira correta de se concentrar aqui.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Bolhas: como tratar e prevenir?




Nada é mais incomodo em um pé de um bailarino quanto bolhas. Por mais que o aluno utilize proteções, elas às vezes são inevitáveis. E em época de espetáculo de final de ano, as bolhas costumam incomodar mais ainda.  Mas, afinal, como as bolhas são formadas? Elas surgem devido ao atrito da pele com a sapatilha, com a meia ou alguma poeirinha. O excesso de umidade, causado pelo suor,também pode ser outro fator para o surgimento delas.


A bolha é uma elevação da epiderme, a camada mais superficial da pele, e muitas vezes acompanha um acúmulo de líquido incolor, fluido, chamado de exsudato. Para evitar que elas surjam, evite usar sapatilhas e meias apertadas. Se você tem dúvidas de como escolher o tamanho ideal delas, confira algumas dicas de como compar as sapatilhas aqui e aqui, e a meia -calça aqui.
Outro ponto importante é proteger os locais sensíveis do pé com esparadrapo e vaselina. Existem também protetores especiais para os dedos, feitos de silicone e espuma, à venda em lojas de podologia, que ajudam a blindar  a região.


Mesmo você seguindo essas dicas as bolhas surgirem, o melhor a ser feito, ao chegar em casa, é colocar os pés para descansar. Faça o sangue circular com um escalda-pés e passe no local afetado um antisséptico à base de iodo.  Lembre-se: nunca estoure a bolha.  Assim você evita infecções e de deixar o pé ainda mais dolorido. E antes de ensaiar, limpe e proteja a área afetada com o antisséptico e esparadrapo com óxido de zinco e gaze. Certifique-se que o curativo estará bem preso, assim você evita de causar mais atrito e estourar a bolha.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Tipos de pés


 
Existem dançarinos de todos os tamanhos e formas, assim como os seus pés. O formato dos pés é considerado, por muitos, um fator determinante para a dança. As variações no tipo de pé têm dois fatores distintivos: o arco, e o comprimento dos dedos.
Com arcos, existem dois extremos: de alta e baixa (pés chatos).  Para o comprimento do dedo do pé, há três configurações diferentes: grega, egípcia e romana. Então, confira qual tipo de pé você possui, e os desafios que os acompanham.  




Arco do pé
O arco é a curva sob o pé, entre o calcanhar e antepé.

Arco do pé alto- Este tipo de pé tem um ponto bem curvado. No entanto, o seu meio é rígido, e não é fácil absorver o choque ao executar saltos. O fortalecimento dos pequenos músculos do seu pé é fundamental para evitar lesões. Especialistas recomendam pegar bolinhas de gude com os dedos dos pés ou colocar uma toalha no chão e ir amassando-a para si.
Arco do pé baixo- Pés planos impulsionam os músculos que suportam o arco, o que provoca pressão sobre o interior do pé e joelho. Muitas vezes, esse tipo de pé tende a cansar facilmente. No entanto, eles podem absorver choques melhor do que os curvados. Para ter um melhor rendimento nas aulas, o dançarino deve fortalecer os músculos da região. Mas, o importante mesmo é se concentrar no fortalecimento do núcleo, reduzindo o estresse sobre a parte interna do pé.



 Tipos de pé
Pé grego

O pé grego é aquele em que o 2º dedo é mais comprido que o 1º e os restantes vão diminuindo em relação a ele, fazendo com que o pé seja menos estável em relevé. Dançarinos  com esse tipo, tendem a mudar seu peso para a parte interna do pé, o que pode levar a lesões.

Pé egípcio
No formato do pé egípcio, o maior é o 1º dedo e os seguintes vão diminuindo progressivamente, o que coloca uma pressão indevida sobre essa área. Isto pode limitar a amplitude de movimento ou contribuir para uma artrite das articulações.

Pé Romano
Esse tipo, também chamado de pé quadrado, o 1º e o 2º dedo têm o mesmo comprimento e vai diminuindo progressivamente ou ainda pode ter todos os dedos do mesmo tamanho. Por possuir essa caracteristica, esse tipo de pé dá ao dançarino uma ampla base e apoio, especialmente no relevé.

 
Cada tipo de pé possui vantagens e desvantagens.  Ao ler esse artigo você pode ter identificado que se encaixa em um ou dois tipos. Você não pode mudar o seu arco ou tipo de pé, mas você pode otimizar a sua função. Para as aulas de balé, jazz, dança contemporânea e sapateado evite sapatilhas apertadas e saltos altos que restringem severamente os dedos dos pés. Sempre que você sentir necessidade, use espaçadores e ponteiras, assim você conseguirá empregar boa técnica.

 

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Como melhorar o en dehors


Foto: Reprodução /  Blog Life Dance

En dehors. Uma pequena frase que os bailarinos aprendem logo nos primeiros anos de estudo clássico e muitos ainda sofrem com esse movimento. Criado para dar mais estabilidade ao artista, já que os figurinos utilizados em 1530 eram muito pesados, o en dehors significa “para fora”. Anatomicamente falando, é uma rotação externa do fêmur na fossa do acetábulo, auxiliado pelos músculos do obturador interno, obturador externo, piriforme, quadrado femoral, gêmeo inferior e gêmeo superior.

Normalmente, uma pessoa possui um en dehors de 40 a 50 graus em cada uma das articulações femorais, o que soma um ângulo de 80 a 100 graus. Mas, se colocarmos um bailarino na 1ª posição, seus pés podem atingir 180º.
Mesmos os pés sendo uma peça importante para o movimento, eles não devem comandar essa ação. Ao fazer um en dehors, o aluno deve estar atento à mus­cu­la­tura, man­tendo uma con­tra­ção cons­tante (iso­mé­trica) dos mús­cu­los já mencionados, per­ti­nen­tes ao tra­ba­lho. A rotação dos pés sempre acompanha a rotação dos joelhos, consequentemente a da articulação coxofemoral, para que não ocorram compensações de peso como: curvatura acentuada em região lombar (hiperlordose), deslocamento da pelve anterior ou anteriorizaçao das costelas.


Para conseguir uma maior rotação é preciso treinar. Porém, nem todos os alunos conseguirão chegar ao tão sonhado ângulo de 180 graus. O estudante de balé deve entender que cada corpo possui um limite e é importante respeitá-lo. Ao forçar as limitações dos membros, as lesões aparecem na musculatura de quadríceps, rotadores e abdutores.
Confira no vídeo abaixo alguns exercícios de fortalecimento da musculatura:

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Fortalecendo os pés

Foto: Reprodução / Wiki How

Muitas vezes achamos que os pés dos bailarinos profissionais possuem uma curvatura desumana e dão um equilíbrio invejável. Para alcançar esse “arco” no pé e equilíbrio, esses profissionais passaram anos fortalecendo a região abaixo do tornozelo. Além de dar força, alguns exercícios estimulam os músculos e articulações solicitados, reduzindo o risco de lesões.
No vídeo abaixo, temos uma série de exercícios que irão melhorar a força e flexibilidade nos pés, resultando em importantes avanços para o equilíbrio e postura para dançar. Essas sequências devem ser feitas antes de iniciar a aula. O Centro Cubos de Cultura e Artes possui todos esses equipamentos e nossos alunos sempre fazem esses exercícios com a supervisão de um professor, nunca sozinhos em casa.

É importante ressaltar que para um resultado positivo, o aluno deve fazer os exercícios frequentemente e lentamente.