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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Grandes Histórias: Ballet Nacional do Canadá

Foto: Reprodução / Vacay


Fundada em 1951, o Ballet Nacional do Canadá é uma companhia que, historicamente, passou por diversos ajustes, mas mesmo assim conseguiu se manter como referência para a dança clássica e contemporânea. A sua fundadora, Celia Franca, ficou a frente da companhia por 23 anos e deixou uma marca com suas raízes no classicismo do balé, mas com um compromisso de abraçar a evolução contemporânea.

Rudolf Nureyev e Karen Kain, durante apresentação em 1973
Foto: Reprodução /Canadian Music Hall


Ao longo dos primeiros anos, a companhia teve oscilações financeiras. Tudo começou com cerca de 30 bailarinos e cresceu no final de 1980 para mais de 70, mas em 1996, devido a falta de recursos, o grupo foi reduzido para menos de 50 integrantes.

A temporada do Ballet Nacional do Canadá ainda é definida por grandes produções clássicas que são muito populares no país,  como Giselle , La Fille Mal gardée , Coppélia , O Lago dos Cisnes , A Bela Adormecida , Don Quixote e O Quebra-Nozes. Além disso também apresenta obras originais dos coreógrafos Michel Fokine, George Balanchine, Frederick Ashton, Antony Tudor, Jerome Robbins, John Cranko, Kenneth MacMillan, William Forsythe, John Neumeier e Glen Tetley.

A atual diretora artística da companhia, Karen Kain
Foto: Reprodução / The Star

Além de Franca, grandes nomes da dança desempenharam um papel significativo no desenvolvimento da companhia. Rudolf Nureyev, que pela primeira vez dançou com a BNC em 1965, retornou em 1972 para encenar sua versão de A Bela Adormecida e é amplamente creditado por ter elevado os padrões de desempenho do grupo, além de promover as carreiras de bailarinos como Karen Kain , Frank Augustyn e Veronica Tennant , e reforçar o prestígio internacional da companhia. Alexander Grant (diretor artístico de 1976-1983) ampliou a temporada de apresentações, desenvolveu muitos dançarinos jovens, deu oportunidades para coreógrafos canadenses, e enriqueceu significativamente o repertório com as obras de seu mentor Frederick Ashton e outros coreógrafos de renome. Atualmente, quem está a frente da companhia é a bailarina Karen Kain.

Em 2006, o sonho de ter uma sede própria em Toronto foi finalmente realizado com a implementação do Four Seasons Centre for the Performing Arts . É o lar permanente do BNC e a sua abertura foi com a encenação da versão de Nureyev para A Bela Adormecida. E desde então, o Ballet Nacional do Canadá continua sendo a maior e mais influente companhia de dança do Canadá.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Dia Mundial do Balé


 
Para celebrar a dança, foi criado o Dia Mundial do Balé, em 1º de outubro. A primeira edição desse evento contará com a participação de cinco grandes companhias: The Australian Ballet , o Ballet Bolshoi , The Royal Ballet , o Ballet Nacional do Canadá e o San Francisco Ballet.  Os alunos e admiradores da dança em todo o mundo terão acesso aos ensaios, entrevistas e aulas.  

Além de conhecer aos bastidores, os espectadores também podem participar de fóruns, e suas perguntas serão respondidas ao vivo. O bailarino também terá a chance de fazer parte de um curta-metragem, ao enviar um vídeo fazendo uma pirueta.
                                                 Trailer:


A transmissão começou na Austrália na terça-feira, 30 de setembro, às 23h (horário de Brasília) e viaja ao redor do mundo terminando com SF Ballet, nesta quarta-feira, 1 de outubro, às 15h. Todas as atividades podem ser acompanhadas em tempo real, através do Youtube e dos sites de cada companhia. Mais informações sobre o evento, incluindo a programação completa, já com o fuso horário ajustado, podem ser encontradas abaixo.

 
AUSTRALIAN BALLET  - 30 de Setembro às 23h.
BOLSHOI BALLET - 1º de Outubro às 3h.
ROYAL BALLET - 1º de Outubro às 7h.
BALLET NACIONAL DO CANADÁ - 1º de Outubro às 11h.
SAN FRANCISCO BALLET - 1º de Outubro às 15h. 

Link Ao Vivo do Canal do Youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=dsLCbeXaztg

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Grandes Histórias: Cecília Kerche


Foto: Reprodução / Ballet Mais

 
Cecília Kerche é o reflexo da dedicação para se tornar uma bailarina e o resultado é demonstrado através do reconhecimento como uma das maiores intérpretes da arte do balé no Brasil e no mundo.
Nascida na cidade de Lins, em São Paulo, Cecília vem de uma família onde o corpo é um meio de realização profissional. Sua irmã era campeã mundial de aeróbica e seu irmão bailarino profissional. Então, a vida tomou o seu curso natural e Cecília iniciou os estudos de balé clássico aos 8 anos na Escola Municipal de Danças de Osasco.

Foto: Reprodução / Ballet Mais
Aos 14 anos, conquistou uma bolsa de estudos para o Centro Internacional de Dança Halina Biernack, na capital. Após sete anos de estudos, Cecilia ingressou no Corpo de Baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, passando a ser principal bailarina dessa companhia em 1986.
E rapidamente a carreira de Cecília deu um salto. Convidada do English National Ballet como Sênior Principal, atuou de 1993 a 2000 nos papéis de Carabosse e A Fada Lilás na mega produção de “A Bela Adormecida”, apresentada no Albert Hall em Londres. A bailarina também foi a artista convidada das companhias Ballet Nacional do Chile, Australian Ballet , Connecticut Ballet, em todas as companhias oficiais na Argentina, Ballet Nacional de Cuba e na Rússia onde sempre atua nas versões integrais de grandes clássicos nas companhias de Odessa, Novosibirsky, Tashkent e Ufá.

Foto: Reprodução / Midiorama
 
Hoje, Cecília é Embaixatriz da Dança, título outorgado pelo Conselho Brasileiro da Dança, órgão vinculado à UNESCO, por reconhecimento às suas atuações internacionais. E assim, a bailarina tem elevado o nome do Brasil por onde passa, pois acredita no valor incondicional de sua profissão, sua arte e porque, acima de tudo, defende o talento do artista brasileiro.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Grandes Histórias: Marcelo Gomes



Foto: Reprodução/Wikipedia
 
Foi com determinação, talento e coragem que o bailarino Marcelo Gomes conquistou um dos mais altos postos na dança clássica. O amazonense se apaixonou pela dança aos cinco anos de idade, quando acompanhava a sua irmã nas aulas de balé clássico. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, foi matriculado na escola de Helena Lobato e Dalal Achcar.
Em 1993, participou do Festival de Dança de Joinville e ganhou o Prêmio Revelação daquela edição. A partir daí, seu treinamento na dança foi intensificado ao estudar no Harid Conservatory em Boca Raton, Flórida, assim como nas escolas do Boston Ballet, Houston Ballet e Ballet Nacional de Cuba, onde estudou com Alicia Alonso.

Foto: Reprodução/ Dance Films
 

Nos anos seguintes, foi premiado em segundo lugar na National Society of Arts e Letters  e foi o ganhador do Prêmio Hope em Lausanne em 1996, onde pôde passar um ano na escola do Paris Opera Ballet.
Todo o seu potencial foi percebido pela direção do American Ballet Theatre e em 1997 Marcelo foi convidado para integrar ao corpo de baile da instituição. Lá, rapidamente conquistou a promoção para ser solista e, consequentemente, primeiro bailarino, posto que ocupa até hoje.

Foto: Reprodução/ Blog A magia do ballet
 
Aclamado internacionalmente, Marcelo é requisitado para se apresentar em vários festivais de dança, incluindo o World Festival Ballet no Japão, além de ser o artista convidado das principais companhias do mundo como o Kirov Ballet, o Ballet Nacional da Holanda, o Balé Nacional do Canadá, o Houston Ballet, o Teatro Colón de Buenos Aires, o Teatro Municipal do Rio de Janeiro e o New York City Ballet.

Foto: Reprodução/ Estadão

Por possuir uma grande técnica, o bailarino participa de praticamente todos os espetáculos completos de balé clássico do American Ballet Theatre. Marcelo representou os principais papéis nas obras de George Balanchine, Mikhail Fokine, Antony Tudor, John Cranko e Martha Graham, além de criar e trabalhar com Twla Tharp, William Forsythe, Paul Taylor e Christopher Wheeldon. Com isso, sua performance é reverenciada pelos especialistas da área em New York.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Grandes Histórias: Joffrey Ballet


Foto: Reprodução / NY Times
Há mais de 60 anos, a Joffrey Ballet School manteve-se na vanguarda do ensino da dança americana. Fundada em 1953 por Robert Joffrey e Gerald Arpino, a escola foi criada para fornecer uma base técnica a jovens que se identificavam com a dança. Durante sua primeira temporada, em 1956, o Joffrey Ballet foi um grupo de seis bailarinos que apresentou essa arte para as massas das grandes e pequenas cidades.
Joffrey e Arpino durante ensaio
 Foto: Reprodução / Blog Joffrey School
 
Quando Joffrey e Arpino fundaram o grupo, eles evitaram seguir o modelo de companhia de balé. Ao invés de reunir pessoas com a mesma estrutura corporal, para criar uma ilusão de uniformidade, eles selecionaram dançarinos fortes, independente do peso ou altura.  

Por montar coreografias que tinham como trilha sonora as músicas de rock, misturando livremente balé com dança moderna, logo a sua companhia se tornou famosa. Os mais talentosos bailarinos e grandes profissionais, tanto do balé, quanto da dança contemporânea, iam até a escola para aprender as técnicas de Joffrey. Os reconhecidos Rudolf Nureyev, Erik Bruhn, Carmen De Lavallade e Yvonne Rainer, foram alguns dos coreógrafos que estudaram por lá.
Foto: Reprodução / Inetour
 
A formação em balé, jazz, dança contemporânea e hip-hop, permitiu que Joffrey incorporasse o que havia de melhor nessas modalidades e criasse o estilo americano de formação em dança. Além disso, a preocupação com a saúde dos seus bailarinos era outra prioridade. Para minimizar as lesões na dança, ele estudou a anatomia e fisiologia humana. Ele acreditava que quando se cuida do corpo, o profissional maximiza a força, resistência e flexibilidade, potencializando a sua dança.

Foto: Reprodução / JPointe

A escola oficial da Joffrey Ballet, teve sua inauguração em janeiro de 2009, no terceiro andar da Torre Joffrey e hoje registra cerca de 800 alunos. Nenhuma companhia no mundo oferece um treinamento tão rigoroso como lá. Os estudantes fazem aula de balé clássico, dança moderna, jazz, pilates, música e dramaturgia.
O resultado de todo esse trabalho é que os seus estudantes de dança se transformam em artistas apaixonados, versáteis e capazes de colaborar para a evolução da dança no mundo. Após receberem o diploma, seus bailarinos são convidados a integrar grandes companhias de balé clássico e contemporâneas, tanto nos Estados Unidos quanto no exterior.


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Bailarinos brasileiros encantam o mundo


Thiago Soares e Roberta Marquez são bailarinos principais no Royal ballet.
Foto: Reprodução/ Flickr
 No país onde o futebol exporta craques, o balé mostra a sua força e também manda talentos para outros países. O Brasil ainda não valoriza a dança e por isso muitos artistas chamam a atenção das grandes companhias internacionais. Para a nossa felicidade, essa lista aumenta a cada ano e esses bailarinos mostram que os brasileiros possuem uma grande técnica. O resultado de todo o trabalho é que muitos deles se tornaram solistas e primeiros bailarinos (papéis de destaque) dessas instituições.  Confira quais são os nomes que estão encantando plateias ao redor do mundo.
 
Alysson Rocha – Cia Dortmund (Alemanha)
Anadélia Giscafree – Cia de Bailados de Lisboa

Andrei Chagas- Corpo de baile do Miami City Ballet
Bruno Rocha – Corpo de baile do Ballet Nacional Holandês

Carla Korbes – Primeira Bailarina do Pacific Northwest Ballet

Carla Korbes é primeira bailarina no Pacific Northwest Ballet
Foto: Reprodução/ Oberon
 
Daniel Deivison – Solista do San Francisco Ballet

Fernanda Oliveira – Primeira bailarina do Ballet Nacional Inglês
Flávio Mesquita – Cia Salzburg Ballet (Áustria)

Guilherme Menezes- Corpo de baile do Ballet Nacional Inglês
Helio Henrique – Boston Ballet

Henrick Moreira - Cia Salzburg Ballet (Áustria)
Irlan Silva - Corpo de baile do Boston Ballet

Isabella Gasparini – Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)
Isadora Loyola – Corpo de baile do American Ballet Theatre

Jonathan Batista – Corpo de baile do Boston Ballet
Jovani Furlan – Corpo de baile do Miami City Ballet

Mayara Magri faz parte do corpo de baile do Royal Ballet
Foto: Reprodução/ Rebloggy
 
Kleber Rebello – Diretor do Miami City Ballet
Leticia Stock- Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Luciana Voltolinni – Corpo de baile do American Ballet Theatre
Marcelino Sambé- Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Marcello Gomes – Primeiro Bailarino do American Ballet Theatre
Mariani Viana – Cia Ballet Nice Méditerranée

Mayara Magri – Corpo de baile do Royal Ballet (Londres)

Nathalia Arja – Corpo de baile do Miami City Ballet

Pietra Mello Pitman – Primeira Artista do Royal Ballet (Londres)
Renan Cerdeiro – Principal do Miami City Ballet

Renan Cerdeiro é bailarino principal do Miami City Ballet
Foto: Reprodução/ Miami City Ballet
 
Renato Penteado – Diretor do Miami City Ballet
Ricardo Santos - Corpo de baile do Boston Ballet

Roberta Marquez – Primeira Bailarina do Royal Ballet (Londres)
Thamires Chuvas – Aprendiz do San Francisco Ballet

Thiago Soares- Primeiro Bailarino do Royal Ballet (Londres)
Vitor Luiz – Primeiro Bailarino do San Francisco Ballet

Vítor Menezes – Corpo de baile do Ballet Nacional Inglês

Vítor Luiz é primeiro bailarino do San Francisco Ballet
Foto: Reprodução/ Miami Review